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 Residência Stanford

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Chloe Stanford
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MensagemAssunto: Residência Stanford   Sex Abr 06, 2012 8:06 pm

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Chloe Stanford
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Sex Abr 06, 2012 8:15 pm

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(Glory Box, de Portishead)


09 de Março. Era o dia. O meu dia. Enfim eu chegara onde eu devia estar há meses, talvez anos. Minhas mãos tremiam e eu rezava para que tudo estivesse certo. Olhava em volta e via minha mãe sorrindo. Os lábios dela moviam-se, mas eu não escutava. Simplesmente não conseguia ouvir nada. Em algumas horas eu estaria em uma cerimônia especial. Suspirei. Que ele não desista, pensei desesperadamente. Por favor, não desista.

Olhei para minha mão em busca de forças para acalmar minha ansiedade. No meu dedo anular havia um lindo anel de noivado. Não é costume bruxo usar anel de casamento, mas ele dissera que estava tudo bem para ele, queria que eu usasse. Uni as mãos em um apelo. Não desista, pensei mais três vezes até que minha mãe chamou-me a atenção e sorri.



Mamãe escreveu:
— Chloe, acalme-se, certo? — ela disse, simplista como só ela é. — Está borrando toda a maquiagem.



Olhei-me no espelho. Vestia um longo vestido branco cheio de mínimos detalhes bordados, com camadas e camadas de tecido esvoaçante, uma longo véu de tule cobrindo os cabelos e estava com o rosto maquiado e me achei estranha com isso, pois não costumava me maquiar. Ergui uma sobrancelha — Mãe, me diga que papai está vestido decentemente? — perguntei.


Mamãe escreveu:
— Ah, sim — respondeu ela como se eu não devesse me preocupar. Isso só me alarmava mais. — Ele estava recepcionando os convidados. Acha que eu o deixaria se vestir de modo inadequado justamente hoje, querida?


Ela não esperava MESMO que eu respondesse, não? Ah, um pequeno adendo, meus pais num acesso de megalomania haviam convidado toda a sociedade bruxa que conhecíamos para o meu casamento, a contragosto desta que vos escreve. Entretanto, resignei-me, mas não fiquei menos desesperada. Não desista, pensei com mais fervor. NÃO DESISTA, POR FAVOR! Não entendo porque, talvez fosse apenas um acesso de neurose mas desde que me levantara um mau pressentimento me acompanhava e talvez (talvez, nada, COM CERTEZA, era por isso que eu estava repetindo esse mantra). Foi então que a porta abriu-se abruptamente, quase foi derrubada. Meu pai entrou lívido no aposento.


Papai escreveu:
— Então — começou ele naquele tom que só ele sabe alcançar — devo saber algo sobre o noivo. Ele tem alguma doença? É saudável?


Minha mãe fitou meu pai, com um sorriso estúpido, não entendendo a atitude dele. Com certeza achou a pergunta um absurdo até para os padrões dele.


Mamãe escreveu:
— Chloe, querida — ela chamou-me com um olhar cético. — Você se casará com um boi? Agora entendo sua relutância em apresentá-lo a nós. Hm — continuou minha mãe — Ele é selvagem?


E me fitou com um olhar malicioso. Corei imediatamente ante a falta de pudor de minha mãe. Vi meu pai balançar a cabeça, desesperado, com se tivesse imaginado algo terrivelmente nojento. Ah que joguinho era aquele agora? Tudo bem que papai e Damian não tiveram lá muito tempo pra se conhecer, nem falar sobre ameninadades inúteis como havia sido na época do Serrano mas esse escândalo era necessário? Não sei o que berrei exatamente, mas ambos fitaram-me atônitos.


Mãe — disse aflita. Tudo que eu conseguira evitar milagrosamente até meu casamento estava desabando — quem está recepcionando os convidados?



Mamãe escreveu:
— Convidados? — minha mãe pareceu distraída. — Ah, sim...



E ela entendeu que eu queria ficar sozinha e saiu com um papai a tiracolo. Fitei o espelho uma última vez. Suspirei e enquanto desviei o olhar para a janela observando a chegada dos convidados, pensei comigo mesma que agora faltava pouco para que o sonho se tornasse realidade enfim. Me afastei da janela, dando os últimos retoques até a chegada de Louise, minha maid of honor e, claro, Damian para que o sonho finalmente se tornasse real.




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James Humphrey
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Qua Abr 11, 2012 6:38 pm

E finalmente chegou o grande dia, não pra mim (claro!) mas pro meu grande amigo Dan. Parte de mim ainda não entendia bem o que ele tinha na cabeça pra fazer aquilo mas outra parte, a que via como ele ficava perto da Chloe, o quanto ele tinha deixado de ser mané por conta dela compreendia perfeitamente isso. Se um dia, daqui a... sei lá... deixa-me ver... 10 anos eu encontrar alguém desse naipe, eu também colocaria uma algema no dedo.


Ah, não me entenda mal, eu até acredito nesse lance de amor e de feitos um para o outro mas cara, até então eu só tinha encontrado maníacas psicóticas na minha vida, você certamente conhece o tipo: bipolares que te amam e te odeiam ao mesmo tempo ou as malucas que querem a todo custo de arrastar pro casamento.ARGH!!!! Dá até urticária pensar nisso! É, mas voltando ao que interessa: o casamento do Damian com a Chloe, meu grande amigo havia dispensado o gran finale da despedida de solteiro que havíamos planejado pra ele pra terminar uns documentos. Cara, vai ser bitolado assim lá em Azkaban! De toda forma, nem sei porque me impressionei Damian era do tipo de pessoa que não gostava de deixar trabalho atrasado e se não me engano era a finalização da investigação do caso do sr Mason. Damian estava obcecado em saber quem havia matado seu mentor, ele descartava veementemente a hipótese de acidente e nos abandonou pra ir terminar seu relatório.


Agora, aqui estava eu, parado ajudando aos simpáticos pais de Chloe (ainda que ache o pai dela meio neurótico) a recepcionar os convidados, afinal eu era o BEST MAN. Ser padrinho de casamento era meio complicado ainda mais quando se é alguém que foge do casamento como um bruxo das trevas foge de um auror, mas eu tinha aceito porque Damian era meu melhor amigo, como um irmão pra mim. E falando no meu irmão, já não era hora dele estar aqui? A praxe não é a noiva se atrasar e não o noivo? Será que ele estava tentando inovar? Bem, ou era isso ou ele estava querendo ficar viúvo antes do casamento. Fato.


OFF: Aberto à interações.
James está vestido assim.
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Louise O Donáill
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Qua Abr 11, 2012 9:11 pm

************


-Leon! Eu não acredito que você fez uma coisa dessas comigo eu....eu sabia que...eu pensava que você me amava!

-Lolou, por favor, você não acredita em mim? Você sabe muito bem que eu...

Pára! Me deixe em paz, pelo menos agora, vai embora, Leon

Eu te amo, Louise......você pode não acreditar mas é a verdade..

************


Eu me acordei com o pesadelo recorrente, a minha briga com Leon, e logo após a notícia da sua morte, eu tinha a certeza de que isso havia sido minha culpa, afinal, ele estava certo, ele não havia feito nada, mas eu, eu não acreditei nele, eu...eu causei a sua morte, e, agora, por minha causa, estava tudo perdido, tudo! Ele havia saído correndo do baile por minha culpa, se ao menos eu tivesse acreditado nele, se ao menos eu ponderasse mais um pouco....Meus olhos marejaram ante àquelas palavras que me cortavam feito espinhos, eu não imaginava quando aquela dor poderia ir embora, eu não estava mais aguentando tudo aquilo. Eu não queria que qualquer pessoa soubesse. Aquele era o meu segredo.
Talvez eu só estivesse nervosa pensando no casamento....

Saí da cama, ainda meio tonta, olhei no relógio, quatro horas da manhã...fui até a cozinha pegar um copo de água, e, ao passar pela sala, vi um cartão que escreveria para a Chloe desejando Felicidades. eu não conhecia lá tantas pessoas. E minha estadia com Chloe viajando ficaria um tanto solitaria e seria estagiária de um outro médico, que detalhe eu não conhecia e deveria ser algum senhor com ideias formadas, mas nada que meu natural sexy appeal não desse um jeito. Ri baixinho, imaginando se havia alguma coisa para que eu pudesse me distrair, ao menos. Pelo menos na festa de Chloe eu poderia conhecer alguém e descansar. A festa era daqui a dois dias, tempo o bastante para que o vestido feito exatamente para mim pudesse chegar.

Os dias se passaram até, finalmente, chegar o grande dia da festa. Eu tomei banho, sequei meus cabelos, e vesti minha roupa, que era um vestido azul, frente única , caindo ate os pés, seguido de um sapato prata, com detalhes em cristais prateados, assim como meus brincos e minha pulseira. Para maquiagem, estava com olhos marcados, e um gloss leve na boca, meus cabelos estavam soltos e levemente ondulados. Logo que fiquei satisfeita com a minha aparência, peguei minha massetari carro e fui à festa. Eu queria chegar cedo, era importante esta ao lado da minha prima naquele momento, ainda mais que meu tio fazia questão de ostentar toda aquela riqueza e fazer uma Big festa, Claro que se fosse eu Amaria o fato! Mas,a Chloe, não, ela não queria nada daquilo.E a minha missão era tentar dizer que não seria nada de ruim.

Não demorei muito para chegar, e, nossa... Tinham feito um belíssimo trabalho. A decoração estava perfeita,especialmente por ser a casa mais bonita daquela área.
Estacionei e subi ao quarto de Chloe, achando-o de frente ao espelho, fiquei sem ar ao vê-la. Estava realmente magnífica. Enconstei na soleira da porta admirando-o.
- Cherrie, minha priminha vai me deixar para titia? – caminhei ate ela abraçando-a em um sorriso- Magnifiqué,estas linda, Chloe! Vai tudo dar certo–Abracei-a com cuidado. Devolvendo um sorriso de incentivo.

Mas hey, que tal um ultimo gole de champagnhe com sua companheira? Caminhei ate a garrafa tentando abrir

É, as coisas as vezes são como prevemos que elas podem ser...
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Chloe Stanford
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Qui Abr 12, 2012 12:18 am

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Certo, não pretendo ser randômica mas meus últimos 10 minutos até a chegada de Louise (minha prima paterna, companheira de trabalho e (pasmem!) madrinha de casamento) se resumiram a observar os convidados chegar, James recepcioná-los ao lado dos meus pais e repetir meu mantra de por favor não desista.

Pelas minhas contas, Damian já devia estar lá, a cerimônia seria em menos de uma hora e não vi nenhum sinal dele. Estava por demais preocupada com o que quer que pudesse ter acontecido a ele. E se ele dormiu demais e perdeu a hora? E se foi atacado (afinal tanta gente estava sendo atacada sem motivos ultimamente)? E se ele se apaixonou pela stripper que possivelmente James havia contratado para a despedida de solteiro? E se ele simplesmente descobrisse que não me ama a ponto de se casar comigo e se... Uma voz interrompeu meus devaneios.

Lou escreveu:
- Cherrie, minha priminha vai me deixar para titia?

Observei Louise caminhar até mim, deslumbrante como sempre e sorri ante o comentário dela– Já não era sem tempo né, Lou? - retribui o abraço e sorri ante o elogio dela.

Lou escreveu:
- Magnifiqué,estas linda, Chloe! Vai tudo dar certo

- Merci! Você viu todo o circo que meus pais armaram? Isso está mais parecendo aqueles casamentos do século passado... - agradeci no máximo do meu francês e ante aquele 'vai dar tudo certo' não me contive - Lou, por acaso, você viu o Damian lá embaixo??? - vai que ele já estivesse lá e ninguém tivesse me contado só para me ver ensandecer... Era uma esperança, não? Assim que ela respondeu e possivelmente se compadecendo do meu desespero, sugeriu.

Lou escreveu:
-Mas hey, que tal um ultimo gole de champagnhe com sua companheira?

Vendo que ela não conseguia abrir a garrafa, fiz as honras afinal eu precisava MESMO beber alguma coisa e nada melhor do que champagne para desanuviar a mente. Depois de beber quase metade da minha taça, desabafei - Se ele não aparecer eu morro... - Sentei, ou me joguei se preferir, na chaise e suspirei. Dramática? Jamais! A questão é que antes de Damian eu só me ferrei com os caras, haja visto o Serrano que me traiu com aquela que à época era minha melhor amiga. Só a lembrança da cena, fervia meu sangue. Não queria passar novamente pela humilhação de ser preterida por um cara... e, pior, diante de dezenas de convidados.





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Lilith Strauss
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Sab Abr 21, 2012 10:45 pm



A antiga casa localizada em uma rua arborizada e tranquila do mundo bruxo exibia em sua fachada as marcas do tempo, a pintura clara contrastava com as marcas escuras provocadas pela vegetação densa, tulipas, begônias, rosas de todas as cores preenchiam aquele grande jardim. Carros antigos de luxo, Carros modernos, carruagens vassouras e animais exóticos expostos mostravam a grandiosa importância e o frisson que aquelas famílias causavam na sociedade. Hipocritas! O ser humano sempre fora assim, em todos os tempos. A degradação parecia esta chegando ao mundo bruxo, assim como ao mundo trouxa.
Internamente o pomposo edifício de vários cômodos fora recoberto com mármore, moveis em madeira de lei e obras de arte moderna, tudo conforme o gosto peculiar de seu dono.
Empregados e cerimonialistas, corriam de um lado para outro, os músicos afinavam seus instrumentos, as bandejas tintilavam taças e copos de cristais servindo do mais precioso vinho. Pensei que até poderia ter levado um dos meus irmãos se eles não estivem tão ocupados ultimamente, dei um sorriso com esse ultimo pensamento.

Acima do prédio, observava-se um homem com a atenção para si, provavelmente era o dono daquelas riquezas .

Subi as escadas devagar e debrucei-me em uma das varandas. De lá eu poderia comtemplar o dia ensolarado, o caminhar das pessoas entre a fina população que se ajustava uns aos outros. Olhei para o grupo de musicistas e contemplei os dedos do violinista e o som tranqüilizador que saia de suas cordas.
Então escutei o som parecido com o som do coração, o ritmo perfeito, sem erros marcando a cada segundo o tempo de vida do mundo.
Em apenas um segundo, um som abafado lhe tirou do transe.

-Pode se aproximar. –falei calma a sombra de alguém que se aproximava.

Enquanto pegava uma taça de vinho agradecida levei aos lábios e voltei novamente a minha atenção ao espectro.
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Artemis Erdenko
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Qui Abr 26, 2012 9:30 pm

Estava sentada em uma das mesas, na reservada com o sobrenome Sevigny, enquanto esperava por Gerard e Augustine e aproveitava para observar a decoração, os convidados, essas coisas. Seria estranho eu dizer que nunca tinha ido a nenhum casamento bruxo? Imagino que não, posto que só de o que... uns 6 meses comecei a ter contato mais próximo com esse mundo 'totalmente' bruxo. Desde que fui morar com meu tio Gerard e, confesso, não tem sido fácil me adaptar a essa 'nova realidade'. Fora minha avó que sempre parecia ter algo para reclamar do meu comportamento ou educação (pelo menos ela não tratava a Allie assim, incrivelmente ela era um doce com ela), ainda tinhamos a Augustine que mal falava comigo. Pensei que com o passar dos meses ela se acostumaria com a situação mas a cada dia que passa minhas dúvidas sobre isso crescem mais e mais.

Enfim, é melhor mudar de assunto porque a minha nova família não era assim tão fácil de entender, sabe? Que tal voltarmos para o casamento? Estava ali acompanhando meu tio e Augustine, o noivo era seu assistente no Ministério, além de primo do Ory, mundo pequeno não? Concordo, minúsculo. Aliás, não sei se já comentei, mas parece que no mundo bruxo, todo mundo sempre se conhecia? Sempre eram famílias conhecidas desde que o mundo é mundo, quase como as famílias ciganas.

Havíamos chegado a recepção há alguns minutos e eu ainda não tinha avistado meu namorado, ooops, digo: NOIVO. Ainda preciso me acostumar com essa nomenclatura sabe? É tão recente! E, antes que você pergunte, meu tio contrariando todas as nossas neuroses aceitou o pedido de Ory. Isso, é claro, depois que ele quase teve um piripaque... Juuuuuuro, pensei que íamos matar meu tio do coração. Ah sim, ele só fez um pedido: não assumiríamos nada mais sério antes de terminarmos TODOS os estudos e nos estabelecermos e essas coisas. Por acaso ele pensou que íamos nos casar amanhã??? Não somos tão inconsequentes assim! Adendo: eu não sou, porque Ory é, foi e sempre será o Sr Certinho. Talvez essa seja a razão para nos darmos tão bem.

Voltei meu olhar procurando pela figura de Ory, aliás não tinha visto ninguém da família dele ali, mas fui tomada de surpresa por um leve impacto na mesa, mas que me assustou, do mesmo modo. Olhei para cima e me deparei com Augustine que me fitava com uma expressão de tédio, talvez.? - Você me achou... - sorri, quem sabe ajudasse? Não vi Gerard, então emendei - Onde está seu pai?

*** Falei com: Augustine.
** Citei: Ory, família Sanders, Damian, minha avó
* Vestida: assim
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Orion Sanders
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Sex Abr 27, 2012 8:05 pm


brighter than the sun


Eis que o grande dia chegara.

Meu tio Damian se casaria. Indubitavelmente, parecia ser, de todos os acontecimentos em sua vida, o melhor; até porque, se casaria com a mulher que ele julgava ser aquela que lhe completava totalmente, a que ele devotava amor incondicional, a que ele chamava, sem nenhuma dúvida, de mulher de sua vida. Estava feliz por ele. Meu tio merecia tudo aquilo - e talvez até um pouco mais. Não me acusem de parcialidade, pois jamais estaria adjetivando-o com inúmeras virtudes, se ele não fizesse por onde. Além de tio, era um ótimo amigo. Talvez fosse, para mim, quase como um grande irmão. Um irmão que eu nunca tive. Mais velho e bem mais experiente, é verdade. Quantas vezes já o enchi com meus dramas adolescentes patéticos, decorrentes do meu estúpido complexo de achar que eu não nasci para amar (e ser amado)? Ok... HOJE, a história é outra. Sou um garoto realizado (completamente realizado) ao lado de Temis, mas voltando-se há alguns meses, quando eu simplesmente não sabia como demonstrar o meu carinho por ela, e por medo de não ser correspondido, guardava isso para mim, Damian era o meu psicólogo particular. Meus pais não tinham mais idade - e tampouco paciência - para as minhas confidências malucas e desconexas.

Também era muito legal pensar que ele se casaria com uma mulher incrível. Chloe. Não que eu soubesse tanto assim dela, mas conhecia o bastante de sua personalidade, por poucos jantares que meus pais haviam dedicado ao casal, em nossa casa, para afirmar de boca cheia que ela seria igualmente feliz. Talvez, fosse em outra circunstância, com um casal diferente, convidados estranhos, eu realmente me queixaria por ter que usar aquela indumentária incômoda, bastante parecida com a qual normalmente já utilizava em Hogwarts: preta, fechada, gravata e paletó. Meus pais haviam providenciado a minha roupa. Eles queriam que eu estivesse perfeito para a cerimônia, por se tratar de uma data memorável para a família Sanders. Concordei, sem me impor ou resmungar. Depois de um rápido banho, me vesti com a roupa - daquela vez, sozinho. Ajeitar gravata era sempre um problema, mas ultimamente se tornara um hábito tão comum (na falta de quem fazê-lo por mim), que estava ganhando uma inesperada prática com aquilo. Minha mãe adentrou o meu quarto e me mediu, com o olhar, dos pés à cabeça. Para ela, eu estava perfeito, mas ao me olhar diante do espelho, constatava que este, REALMENTE, era um falso elogio, típico de uma mãe coruja.

Parti com os meus pais para a festa, um pouco mais cedo do que os demais convidados. A movimentação na cidade não era tão atípica, uma vez que os noivos haviam optado por uma cerimônia mais íntima, entre familiares e amigos bastante próximos. Pensei em acompanhar Temis, porém, ao me lembrar da figura do seu tio - Gerard -, reconsiderei; por mais que ele estivesse sendo uma pessoa agradável comigo (ou tentando, o que é mais provável), algo ao seu respeito ainda não me convencia. Sabe aquele lance de santo não bater com santo? Pois é, é exatamente assim que me sinto a respeito dele. Acho que essa impressão passará com o tempo, e enquanto isso, prefiro me manter na minha zona de conforto, evitando brigas ou discussões desnecessárias com Temis por causa desse assunto - querendo ou não, era um parente querido por ela, não? Chegamos a residência dos Stanford cedo. Meus pais babaram um pouco na decoração da casa, que, de verdade, estava digna de vários aplausos. Eles encontraram conhecidos e, por lá, permaneceram, enquanto aguardavam o horário da celebração. Passeei um pouco pelos jardins da casa, apenas para ver o tempo passar logo.

Depois de decorrido algum tempo, retornei ao mesmo lugar aonde meus pais haviam me deixado, há minutos atrás. Abri um largo sorriso ao me deparar com a imagem de Temis e Tine ali. Me aproximei, sem pressa.

— Oi, vocês duas. — selei os meus lábios rapidamente nos de Temis e, em seguida, dei um beijo estalado na bochecha de Tine. Gostava da garota. Era uma pena que ela vivesse sob os olhos rígidos de seu pai. Sentia que poderíamos ser bons amigos. — Vocês estão lindas. Por sorte da genética, o contrário de mim. — zombei de mim mesmo, enquanto a memória do meu reflexo no espelho, há horas atrás, vinha à tona em minha mente. Me lembrou do quão desconfortável estava me sentindo com aquela gravata pendurada no pescoço. Levei uma de minhas mãos até o colarinho, desafrouxando a gravata. Sorri levemente, sem mostrar os dentes, olhando de uma para outra. — Vieram sozinhas? — indaguei enquanto os meus olhos vasculhavam qualquer vestígio do senhor Sevigny. Não seria nada mal se ele tivesse sumido por um dia. Um único dia. Quem sabe assim Tine não poderia sair um pouco da sua gaiola e se divertir conosco?



(??)/03 & ??:?? AM



citados damian, chloe, pais (npcs), temis e tine.
post 001.
vestindoolha a sign do orion q.
notas ficou um cu, eu sei.


criado por Giulia @ Ops!
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Augustine Sevigny
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Sab Abr 28, 2012 7:36 pm

Certo.

Antes de mais, eu gostaria de esclarecer que não sou uma pessoa muito dada a festas...
O conceito de estar fechada/barrada no meio de uma multidão de gente nunca me seduziu muito particularmente. Mas, uma vez que nesta festa pelo menos não ia haver muita gente bêbeda -- já que era festa de casamento de uma pessoa conhecidíssima da sociedade bruxa e coisa e tal... – E meu pai não aceitaria um não como resposta, uma vez que ele mesmo fez questão de dizer a mim e a Themis que nos arrumássemos enquanto antes eu decidi atender ao pedidos-ordem dele, como se alguma vez eu não fizesse o que ele quer. E de que adiantava? Nada. O importante a frisar é que eu tinha cansado de querer chamar a atenção dele. Tá, mentira. Mas é verdade que eu tinha me cansado do modo como andei tratando Themis por ter caído de para-quedas e sem colete salva -vidas na minha casa e minha vida. Não achava que ela queria roubar meu posto e atenções, não mais. Achei que foi uma absoluta falta de coerência da minha parte ter achado isso um dia, justamente da primeira amiga que consegui em Hogwarts.

Voltando ao que interessa,... outra coisa a que eu não sou muito dada... é mostrar as pernas.
Não porque não goste de usar vestidos ou saias; muito pelo contrário. Eu adoro usar esse tipo de coisas! Não gosto de ouvir comentários; fazem-me ficar imensamente vermelha e envergonhada.
Não é uma sensação que eu goste de modo algum.

Para além de que eu simplesmente detesto dar nas vistas...

Só que hoje eu estava sinceramente nas tintas para isso.
O que uma garota sonserina me dissera deu-me confiança -- Deixa de ser tonta, ora porque é que não deverias vestir saias? É quando fores velha e estiveres cheia de celulite que vais usar? Eu acho que não, mas tu é que sabes... Não deverias deixar que o que os outros te dizem te afetasse.

Entaoe optei por levar o meu vestido favorito.
É creme, um palmo acima do joelho, justo, mas solto na parte da saia. Na parte de cima ele forma uma camisa são feitas de xadrex e há também uma faixa abaixo do peito e no decote redondo, que expõe parte da minha pele pálida. Decidi soltar o cabelo, usar uma maquilhagem escura esfumada nos olhos e calçar as meus sapatos de salto (12cm), que me tornavam mais alta sem magoar os pés no caso de andar de um lado para o outro pelo recinto.
À parte disso eu estava normal.

Coloquei o pó de flu na lareira e sai até a residência dos Stanfords. Quando cheguei já havia varias pessoas, acho que meu pai foi buscar uma companhia, por incrível que pareça eu estava desconfiando que ele desejava um novo consorcio, o fato é que estava só , e eu deveria procurar qual mesa era nossa, isso tudo dentro da minha timidez. Minha mão começou a gelar, ou esquentar, não sei... eu suava frio, pensei em caminhar direto entre as mesas até que minha canela bateu em uma cadeira que alguém puxava. Themis. Destino? Talvez alguém lá em cima goste de mim. Ela me deu o seu melhor sorriso e eu abracei aliviada por esta literalmente me salvando de esta ali sozinha.
- Não o vi, me parece que vem acompanhado. Themis , eu...- eu já ia falar com ela pedir desculpas sabe? Quando ouvi uma voz masculina, estiquei o pescoço atrás dos ombros de Themis para depois ter certeza de que minhas suspeitas eram verdadeiras. Orion. Noivo da minha prima,ta? NOIVO. Ele parecia ser legal, não tinha muito contato com ele, mas só pelo fato de ter encarado meu pai para pedir a mao dela já demonstrava que ele estava decidido. Ele me deu um beijo na bochecha e nos elogiou, achei legal isso dele.Afinal ele não tinha obrigação nenhuma de querer botar meu astral la em cima.

- Imagina, Orion, muita gentileza sua, mas não posso discordar de você, desconfio que esse seja o motivo pelo qual você noivou logo- falei sorrindo e depois ele perguntou se meu pai vinha, resolvi arrodear a mesa e me sentar na frente dos dois enquanto o garçom trazia alga para beber.
- Por enquanto, papai vem com uma acompanhante,pelo menos é o que parece.Mas não se preocupem não passarei muito tempo aqui. Só vim porque pediram mesmo.
Ótimo Augustine, melhor jeito de começar uma conversa é dizendo que esta “adorando “ esta ali.Eh, não podia ser pior, ou podia?

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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Sex Maio 04, 2012 7:32 pm

As horas se arrastaram, os convidados foram chegando e, em pouco tempo, a residência dos Stanford estava repleta de pessoas, membros da mais distinta sociedade bruxa. Todos ansiosos para acompanhar o enlace matrimonial de Damian Redgrave e Chloe Stanford. Todavia como ia dizendo, as horas foram passando, passando, inclusive, do horário marcado para a cerimônia e diante da ausência sentida do noivo, iniciou-se o burburinho.

Os comentários alternavam da decoração, para as pessoas que estavam presentes, o vestido da noiva (ou o que se podia ver dele) mas, principalmente, circulavam sobre a demora do noivo. O clichê não era a noiva se atrasar? Onde estava Redgrave? Teria ele desistido? A família dele, já estava ali, bem como os pais de Chloe que tentavam contornar a situação com muita elegância e fingiam ignorar os comentários mais maldosos que remontavam a sua filha ser abandonada no altar. De toda forma, qualquer um que erguesse os olhos para as janelas, veria uma ansiosa Chloe andando de um lado para o outro enquanto sua prima Louise tentava acalmá-la, o que parecia ser em vão.

Os burburinhos cessaram quando, ao invés do noivo, um membro do Ministério da Magia deu entrada no local, todo desgrenhado como se estivesse fugindo de mil demônios, de forma alguma, como se estivesse vestido para um casamento. Ignorando os olhares pousados sobre ele, caminhou resolutamente na direção dos Sanders e dos Stanford, Dali seguiram para o interior da residência e ali se demoraram cerca de 15 minutos. Estava ali para dar uma dolorosa notícia aos membros de ambas famílias: Damian Redgrave fora encontrado morto naquela manhã em sua própria residência. A denúncia fora feita pelo senhorio do prédio em que ele residia e após feitas as averiguações por membros do próprio ministério. Dito isso, prestando suas condolências pela perda deles, se afastou na direção do sr Sevigny, que após se despedir dos parentes e ex-futuros parentes de Damian, além de sua filha e sobrinha, seguiu na direção do Ministério da Magia de onde fingiria investigar a morte de seu assistente.

Observação
- Sim, o noivo está MORTO. Convidados presentes, ou membros do Ministério que podem ter acompanhado a diligência que encontrou Redgrave morto, podem postar neste tópico.
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Louise O Donáill
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Qua Maio 09, 2012 1:31 am



Sentia a taça de cristal nos dedos enquanto Chloe caminhava impaciente entre os moveis o que não pude deixar de tentar sorrir.

Coloquei por alguns minutos meus olhos no jardins e afastando a cortina podia-se ver as duas pupilas azuis acizentadas a procura de Damien. Suspirei fundo ainda tentando acalmar Chloe que estava já uma pilha de nervos.

- Cherrié, pessoas adoecem todos os dias, vai saber o que aconteceu. E te digo com certeza. Aconteceu alguma coisa.My Dear, ele é completamente louco por você.- falava enquanto abraçava-a depois a soltei e comecei a contar piadas as mais idiotas possíveis e causos engraçados de nossas viagens para que ela se alegrasse.

Aquilo estava muito, muito estranho, algo dentro de mim dizia que alguma coisa estava errado, e com certeza minha prima também sentiria.

As horas passavam-se e as coisas pioravam.., A recepçao calma foi rapidamente repleta de pessoas que comentavam a ausência do noivo . Era possivel ver a agitaçao dos presentes.

Chloe já estava aos frangalhos e mais que isso minha prima estava nervosa e querendo chorar. Suspirei e fui buscar um calmante para melhorar toda aquela eclosão de sentimentos

Puxei mais uma vez a cortina, dessa vez sem Chloe perceber fiquei observando os convidados caminhando rapidamente para depois pararem diante da chegada de um homem vestindo uniforme do Ministerio. Caminhou diante os meus tios para em seguida entrar no quarto aonde estávamos. Nesse minuto eu sai da janela e fui para detrás de Chloe que estava sentada na penteadeira.

Uma coisa diferenciava aquele dia dos outros; e não era o fato de eu estar no casamento da prima, algo estava realmente estranho e sabe quando você ve que alguém chega que vem trazendo péssimas noticias?E vai voce sentir seu estomago embrulhar?
Foi essa a sensação que tive quando olhei o maltrapilho funcionário do ministério. Talvez, eu já estivesses me acostumando a vida no hospital e ler os semblantes peocupados das pessoas. O senhor entrou com a roupa em desalinho cumprimentou todos nós para depois dar a noticia do Assassinato do noivo.

A taça que estava na minha mao espatifou-se no chão. Estava estática. Mas logo depois, vi que precisava agir.

Disse a meus tios que cuidassem de Chloe que eu iria amenizar as coisas com os convidados, mas em um segundo voltaria para onde minha prima.
Me retirei do quarto caminhando em passos rapidos e firmes ate um pequeno corredor proximo a cozinha. Peguei uma taça e enchi de agua. Me tranquei em um armario.gua. Lembrei de Leon. Limpei uma lágrima que rolou dos meus olhos. Suspirei profundamente me recompondo.
Isso com certeza era uma maldição em nossa família.
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Julian Serrano
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Qui Maio 10, 2012 9:11 pm


Tenha cuidado com o que deseja. Seus desejos podem se tornar realidade. Essa realidade, definitivamente, pode ser fria e cruel. Seja cauteloso com pensamentos, aparentemente, tolos e irrelevantes - pois, a partir de certo ponto, você pensa tanto em uma mesma coisa, que ela, de verdade, parece ser inatingível, completamente impossível de ocorrer em algum momento da sua vida. Este é um pequeno depoimento de um homem (quase) culpado e vítima de suas próprias vontades, politicamente incorretas e incompreensíveis. Se eu posso me argumentar, posso afirmar que nunca esperei que fosse me apaixonar loucamente.

Tudo se iniciara, quando na semana passada, descobri que Damian e Chloe iriam se casar; de que os boatos de que os dos viveriam juntos, felizes para sempre, estavam próximos de se concretizar; e sobretudo de que, possivelmente, ela seria muito mais feliz com Damian do que pensaria ser comigo. Eu amava aquela mulher. E, por mais que eu tentasse me expressar, manifestar o meu interesse - contraditório, até, é verdade, mas bastante legítimo -, ela jamais acreditaria em uma única palavra, depois de tudo o que tínhamos passado. Ou não. Na verdade, nossa história ainda era um tanto obscura.

Não sou um homem de arrependimentos. Confesso que tenho mais erros do que acertos nessa merda de vida. Mas ainda assim, sou capaz de admitir que falhei seriamente ao destruir o nosso relacionamento com um caso, que não me dera nada, além de desnecessário stress. Eu e Chris estávamos próximos de prosseguir para aquilo que eu considerava ser um relacionamento sério; talvez um casamento não formal, pois eu não tinha, de fato, muita paciência para esta cerimônia. Tal fato só fora adiantado pela pressão que um filho, dentro de sua barriga, trouxera em mim. Um filho sobre o qual eu não tinha absoluta certeza da paternidade, mas que, eu, como homem, decidi assumir independente de qualquer exame. Assim fui educado pelos meus padres.

Há tempo, não falava mais com a própria mãe do meu filho. Não sabia qual era o seu paradeiro, já que em Hogwarts, ela também não parecia estar. Aquilo me preocupou; não tanto por ela, claro. Mas pelo bebê que carregava dentro de si, e que agora fazia parte da minha vida. Por outro lado, sua distância fora boa; Christina era absurdamente sufocante e, por muitas vezes, irritante com aquela coisa, que ela denominava cuidado excessivo. Eu julgava chatice extrema. Certamente ela me questionaria por quê na última semana bebi tanto. Bebi para esquecer as mágoas e relaxar; era tudo o que eu precisava. Esquecer que a mulher que eu mais amei em toda minha vida se entregaria para um fodido qualquer e que, em alguns meses, nem se lembraria mais da minha existência.

Não fui convidado para o casamento por razões óbvias. Posso descrever o que senti durante todo o dia anterior ao acontecimento, em uma só palavra: ódio. Quis que tudo explodisse, que o mundo acabasse naquele momento e que Damian ganhasse uma passagem direto para o inferno. Em um momento de insanidade - ou não, porque não tenho razão para temer essa vida patética que venho levando -, pensei em matar Damian, afinal esta não seria uma das tarefas mais difíceis em toda minha vida. Quer seja por magia, quer seja pelo método mais primitivo da história: à porrada. Não consegui dormir, imaginando futuros filhos do casal e os odiando, sem qualquer remorso, sem mesmo saber se eles representariam o que estava por vir em diante. Tentava reter as lágrimas, mas em instantes, elas sempre acabavam sendo mais relutantes e fortes do que eu, na minha batalha inenarrável de não chorar.

Amanheceu. Entardeceu. Já era tarde demais para tentar fazer alguma coisa - se não desejar o mal para aquela cerimônia. Aqui retomo o que disse antes de tudo; cuidado com o que deseja. Quando a notícia chegou aos meus ouvidos, acreditei estar em um pesadelo. Ou sonhando. O meu estado de espírito permanecia fraco o suficiente para que eu expressasse qualquer coisa. Simplesmente não acreditei. Ou não quis acreditar. Pesquisei durante minutos para ter confirmado a notícia que provavelmente mudara o rumo da cerimônia de Chloe; Damian estava morto. E, surpreendentemente, eu não tenho nada a ver com isso.

Rumei com a roupa do corpo para o local da residência. Uma área na qual eu, realmente, não era bem vindo; sabia disso. E sabia que também poderia soar irônico, sarcástico ao tentar ser útil. Não serei hipócrita de dizer que não estava feliz de que Chloe não iria se casar; porém, jamais iria festejar sendo aquelas as consequências - ainda que na noite anterior tenha injuriado Damian incansavelmente. Ele era um bosta, um perdedor e todas as merdas que você puder pensar... mas isso estava associado a Chloe. Ela deveria estar sofrendo. Quando cheguei no local, empurrei as pessoas que tentaram me parar. Provavelmente porque eu ainda fedia a bebida e meu visual não era dos melhores.

Os familiares de Chloe e de Damian tentaram me interceptar, mas aos berros, prossegui, para então chegar até o quarto da mulher. Só ali percebi o quanto prezava por ela e que ela nunca soube o quanto significava para mim; digo, eu jamais tinha tentado lhe demonstrar isso, então ela não poderia mesmo adivinhar. Talvez eu fosse um cara bruto e tosco... mas eu ainda a amava como ontem. Como sempre a amei em toda minha vida. Esperei que os tios delas se afastassem e a segurei pelo punho, lhe envolvendo com os meus braços, em um abraço sincero e caloroso.

- Eu sinto muito por isso, Chloe. - minha voz soou mais rouca e falha do que o usual, reflexo do meu choro incontido da noite anterior. Estava ciente de que a probabilidade dela não acreditar em qualquer palavra que eu dissesse estava próxima dos 99%. Se ela ainda gostava de mim, esses 1%, no entanto, poderiam valer de alguma coisa. Há sempre uma luz no fim do túnel. Me afastei dela, olhando em seus olhos. - Acredite, eu meio que sei como é perder alguém que você ama muito... talvez não desta forma, mas ainda assim, sei como é difícil. - e talvez isso não seja tão sensato de dizer. - E eu não sei se você acredita de mim depois de tudo o que eu te fiz. E mesmo que não acredite, eu não vou me mover daqui. Eu quero estar com você; eu quero te ajudar, porque... - suspirei desviando os meus olhos dos dela e buscando suas mãos. Minhas mãos tocaram delicadamente às costas suaves das mãos de Chloe, pensando que se nada daquilo tivesse acontecido, naquele momento ela estaria com uma aliança de mulher casada em um dos seus dedos. - Eu te amo. - levantei o meu olhar na direção dela. Pela primeira vez em toda minha vida, tinha cedido tanto. Cedido unicamente por ela.
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Chloe Stanford
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MensagemAssunto: Re: Residência Stanford   Sex Maio 11, 2012 3:58 pm



Tudo começou com um casamento. Uma cerimônia de casamento. A minha cerimônia de casamento. Na verdade, não foi bem assim que tudo começou. Tudo começou quando eu conheci Damian, se formos parar para pensar. Ou então quando eu nasci. Isso significa que tudo começou quando minha mãe engravidou do meu pai. Quando eles se conheceram. Quando mamãe nasceu. Quando minha avó casou-se com o meu avô. Quando a Inglaterra foi povoada. Quando os humanos começaram a existir. Quando a primeira célula viva nasceu. Quando a Terra nasceu. Big Bang, a Grande Explosão.

Mas o principal ponto foi o casamento. Então vou poupar vocês de toda a história da poeira estelar, e vou focar no dia 09 de março, hoje. O dia que mudaria minha vida.
Nunca acreditei muito em destino, até o dia referido. Era impossível não acreditar. É claro que qualquer casamento muda a vida de uma mulher, mas não é sobre isso que eu estava me referindo. Dessa vez, havia algo maior, algo pior e que me deixava nessa angústia. Por todos os deuses, onde estava Damian?

Acompanhei os minutos se transformarem em horas e as pessoas tentarem me acalmar, tal como Louise tentava há minutos a fio...

Louise escreveu:
-Cherrié, pessoas adoecem todos os dias, vai saber o que aconteceu. E te digo com certeza. Aconteceu alguma coisa.My Dear, ele é completamente louco por você.

Assenti mecanicamente, pensando que as coisas não andavam tão perfeitas quanto eu queria desde a semana anterior. Os preparativos eram cansativos; os problemas inevitáveis me deixavam cada dia mais descrente. Sempre dizem que, se você não aguenta bem a semana antes do casamento, nunca vai aturar o casamento em si. Mas vamos pôr as coisas em pratos limpos: Damian era o cara perfeito para mim. Moreno, 1,83m, olhos verdes de matar, físico esculpido como numa escultura de Michelangelo. Bom amante e companheiro fiel. Não deixava a tampa da privada levantada. Depilava o peito, as axilas e as costas. Generoso e cheio de cultura. Amava os pais, o irmão, o sobrinho. Amava cachorros. Amava crianças. Marido em potencial.

Logo lá estava eu, de vestido branco, um branco puríssimo... Mamãe chorou e me disse que eu era a noiva mais linda que ela havia visto. Relembrei as reações de cada uma das pessoas que haviam me visto naquele dia. James, o melhor amigo de Damian e também um dos meus melhores amigos desde Hogwarts, falou que eu estava gostosa. Era o melhor elogio que eu poderia receber dele. Meu pai se emocionou e me deu um abraço forte. Louise, minha dama de honra, ficou dando gritinhos e saltinhos o tempo todo (exagerada eu...), e me abraçou tanto que eu tive receio de meu vestido amassar. Ou cair. Lembre-se, eu estava usando um tomara-que-caia. Ou, no caso da noiva, tomara-que-não-caia.

Naquele momento eu estava com Louise no quarto, na hora em que um funcionário do Ministério da Magia, acompanhado do irmão de Damian que estava com uma expressão mais do que chocada, meus pais e Gerard. Fiquei encarando aquela invasão e percebi que ninguém ali estava sorrindo, e esse foi outro sinal. Eu estava nervosa. – Alguém pode, por favor, me explicar o que está havendo? – olhei para o irmão de Damian – Onde ele está? – essa foi a gota d’água.

Funcionário do Ministério escreveu:
- Srta Stanford, não trago boas notícias... Encontramos o sr Redgrave morto essa manhã. Sinto muito.

Ah, sim. Essa foi definitivamente a gota d’água. Eu permaneci exatamente onde estava, encarando aquele sujeito e esperando que alguém me dissesse que aquilo era uma piadinha, uma brincadeira sem graça e que Damian aparataria ali a qualquer momento, mas ninguém disse nada, ninguém sequer se moveu – Não...pode... ser... – De verdade, eu queria que houvesse um manual. Tipo, O Que Fazer Quando Seu Noivo Morre No Dia Do Casamento. Ou 50 maneiras de se livrar de convidados fofoqueiros. Talvez Exercícios de Respiração – Como Controlar A Raiva Em Locais Públicos Para Noivas! Mas, neca. Eu realmente li muitas revistas sobre casamentos nos últimos meses. E eu posso garantir, jurar: nada havia me preparado para aquilo.

Damian e eu nos amávamos. Ele havia pedido minha mão em casamento num  jantar romântico, como nos filmes. Eu pesquei a aliança na taça de champagne! Como ele ousava morrer e não casar comigo depois de quase me matar engasgada com os 24 quilates do anel de ouro?

O homem se desculpou mais uma vez, senti, ou melhor, acompanhei alguns dos presentes me abraçarem, então deixarem o quarto, permanecendo apenas meus tios ali, titia dizia alguma coisa que eu não conseguia captar. Me deixei cair sobre a cama. Por fraqueza, isso é um fato. Meu estilo de strong independent woman não aflorou na hora, como eu desejaria. Em vez disso, minha personalidade adolescente tomou conta de mim, em desespero, com a visão turva por causa das lágrimas. Escutei berros e a porta do meu quarto se abriu dando passagem a – Julian? – encarei aquele homem que apesar do estado lastimável parecia-se realmente com o Julian, mas ele não poderia estar aqui. E não digo isso apenas porque não o convidei, mas porque ele não tinha motivos para estar aqui. Levantei num salto e parei aos pés da minha cama, enquanto ele continuava se aproximando.

Julian escreveu:
- Eu sinto muito por isso, Chloe. - Ele me segurou pelos braços e me abraçou, mas eu depois de uns segundos o afastei. - Acredite, eu meio que sei como é perder alguém que você ama muito... talvez não desta forma, mas ainda assim, sei como é difícil. - juro que se eu não conhecesse o Serrano encararia isso como uma confissão... - E eu não sei se você acredita de mim depois de tudo o que eu te fiz. E mesmo que não acredite, eu não vou me mover daqui. Eu quero estar com você; eu quero te ajudar, porque... - WHAT? Alguém pode me explicar o que está havendo aqui? Seria pedir demais? E, alguém poderia também explicar por que eu estava sentindo esse torpor estranho? - Eu te amo.

Eu o encarei por alguns segundos antes de sentir minha visão escurecer e a confissão dele ser ocultada por um "tire as suas mãos dela, agora, Serrano". Bem, essa foi a última coisa de que tive consciência e, infelizmente a ordem não partira de Damian mas sim de outra voz conhecida.


**Voz do além: James Humphrey.
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