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O Accio Hogwarts é um Fórum de RPG baseado nas histórias de J.K.Rowling. Sem fins comerciais. Todo conteúdo disposto no fórum - imagens, html e tramas - é de uso único e exclusivo do ACCIO HOGWARTS.

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 31/03 - Domingo.

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Rick Hilton
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Mensagens : 176
Data de inscrição : 26/04/2012

MensagemAssunto: 31/03 - Domingo.   Qui Maio 24, 2012 10:09 pm

Pela primeira vez na vida, pensara naquela possibilidade; tornar-se mais próximo de seu filho, Liam Hilton, único membro da família, pelo qual, indubitavelmente, Rick devotava um sincero amor incondicional. É certo, no entanto, de que, em muitas das vezes, sentia uma dificuldade natural, dado o modo com o qual fora criado pelo seu já falecido pai, em expressar e demonstrar tanto carinho, quer seja por gestos e atitudes, quer seja por palavras; chamava-o por moleque, um hábito construído e solidificado ao longo dos dezesseis anos do jovem, mas desejava com veemência poder pronunciar 'meu filho', na frente do mesmo, sem se constranger. Os dois eram parecidos, tanto fisicamente, quanto psicologicamente; meia-hora de conversa com o homem de quarenta e cinco anos – muito bem cuidados, obrigado – era o bastante, para que você notasse detalhes idênticos entre as características e jeitos de pai e filho, como o constante uso de “pô's” e a ausência permanente de seriedade na fala. Talvez fosse por este motivo, tão evidente, que os dois se dessem tão bem – ao contrário do que ocorria, por exemplo, do 'outro' lado da família. Richard fora obrigado a se casar. Educado em uma família excessivamente careta conservadora, aprendera todos os possíveis valores morais, na base da intolerância, e dentre esses, arcar com as responsabilidades era, sem dúvidas, um dos maiores e mais importantes. Ter um filho, tão jovem, sempre fora algo que lhe assustara tremendamente. Entretanto, atualmente, ele poderia afirmar que ser pai era uma das melhores coisas que lhe poderia ter acontecido; ser pai é uma missão divina, que coloca o ser-humano próximo de seu criador. Lhe dava o significado de viver cada dia, para além dos seus amados pesos, que fortaleciam os seus monstruosos músculos.

Inventara ao seu filho uma desculpa qualquer, para justificar a sua repentina chegada em Londres. Richard conhecia Liam melhor do que ninguém; melhor do que si mesmo. Sabia que ele acreditaria em qualquer mentira descabida que contasse; não que considerasse o seu filho burro – e não ouse adjetivá-lo ofensivamente na sua frente -, porém sabia que um dos maiores defeitos de Liam era ser absurdamente ingênuo, inocente. Neste caso, sim, um defeito. Motivo de perda de cabelo precoce em Richard. Era impossível deixar de se preocupar, especialmente depois que descobrira que o seu filho estava doente. Doente! Liam era portador de uma moléstia, cujo o nome Richard jamais conseguiria recordar, sem consultar os exames do filho, que poderia lhe causar a morte. Morte. O maior medo de grande parte da sociedade. O maior medo de Richard. Ele reconhecia ser inevitável, claro; era completa e totalmente realista. Contudo, jamais permitiria que seu filho morresse primeiro do que ele; segundo os seus irredutíveis – e corretos – pensamentos, filhos deveriam dar o prolongamento necessário a família. Não conseguiria conviver com uma falha tão grande em sua vida: ser um pai fracassado.

Eram tempos difíceis. Richard sequer tinha um emprego. Com suas economias, calculara – erroneamente, aliás -, sustentaria-se apenas por dois meses. Viera a descobrir o alto nível de custo de vida ali, quando alugara uma casa, que parecia uma caixinha de fósforos se comparada com a de seus vizinhos. Não obstante, ainda tinha que comprar todos os remédios caros, receitados pelo medibruxo que cuidava atenciosamente do caso do seu filho. A partir de sua primeira semana ali, Richard acompanhara, religiosamente, o andamento do caso. Não havia melhorado, mas o quadro era estável – o que já era algo a ser comemorado. Ver o brilho unicamente especial nos olhos, o sorriso de orelha à orelha, em seu filho, incentivava Richard a permanecer ali. Não tinha razões para voltar. Tinha uma mulher bipolar. Em outras palavras, maluca. E somente continuava casado pelo moleque. Em algumas oportunidades raras, Richard presenciara seu filho declarar o seu grande amor pela mãe, de maneira comovente. Era lindo e, ao mesmo tempo, inacreditável; como ele poderia sentir todos aqueles sentimentos por uma pessoa que só lhe fazia negligenciar, trocando-o por roupas e plásticas no corpo?

Domingo. Richard acordara cedo. Desta vez, na verdade, ainda mais cedo do que o comum. Liam também estava em casa. Por livre e espontânea vontade, claro. Intrigante. Para Rick, preocupante. Seu filho preservava, em todos os minutos do dia, um olhar perdido e triste, incomum ao seu comportamento efusivo. Na noite anterior, Liam desabafara. Desabara. Confidenciara a causa de sua angústia. Richard, mais do que nunca, sentia a falta de sucesso, como homem da família, como pai, como o maior aconselhador de seu filho. Prometera-o que tudo ficaria bem e que ele conseguiria superar, não só o término do namoro, com sua ex-namorada, pela qual aparentemente sentia uma paixão quase doentia, como também a maldita moléstia que o acometia. Era a sua palavra de homem: ele salvaria Liam. Ele não desistiria da felicidade do filho.

Teve uma ideia não muito original, mas que, em seu juízo, poderia trazer aquele grande sorriso nos lábios de seu moleque novamente. Um passeio, entre pai e filho.

“Bom dia, moleque”, o homem interrompeu a organização da mesa de café e direcionou um olhar afetuoso ao filho, quando o mesmo descera, em passos arrastados, para a sala. A casa, em largura, era pequena, mas extremamente hospitalar. Tinha o jeitinho de Richard e, portanto, de Liam também. “Vem comer aqui comigo; aí fiz aquela vitamina de banana pra tu, que eu sei que você adora”, o sorriso nos lábios do homem crescera e ganhara mais brilho e vida, conforme o seu filho se aproximava de si. Era como se, finalmente, estivesse fazendo a coisa certa e valorizando o seu bem mais precioso; tratando de seu filho, como realmente ele merecia ser tratado. Liam era uma jóia única, com tamanho valor incontável. Rick se sentou em uma cadeira e puxou, intencionalmente, outra, para que o seu filho se sentasse ao seu lado. Preparou uma torrada para o mesmo e, embora estivesse tão faminto quanto um leão selvagem, o único ato que tivera, após o seu filho ter se sentado, fora contemplar sua figura, que remetia-o aos seus tempos de adolescência, com um olhar abobalhado.

Após um absoluto silêncio, depois de algumas conversas corriqueiras, sobre a vida de seu moleque, Rick retomou a fala, com uma franqueza desconcertante.

“Aí, tu ainda vai ver que foi melhor para você terminar com essa loira peituda. Esses gran-finos só gostam de tirar onda com a nossa classe, moleque”, repetira praticamente o que tinha dito na noite anterior, mas, agora, mais convicto, já que a coragem para estimulá-lo a passar mais tempo consigo – um lobo solitário – ganhava uma tremenda dimensão em seu interior. “O pai só quer ver seu bem, pô”, Richard arfou. E se o seu filho estivesse achando aquelas conclusões precipitadas? Afinal, segundo ele, o amor por ela era imensuravelmente grande. Richard puxou, para a sua própria garantia, Liam pelo ombro e lhe deu um beijo desejeitado, mas sinceramente carinhoso, na testa. “Estou indo dar um passeio por aqui. Correr um pouco, malhar, pô. Talvez até comprar umas roupas novas. Aí, você vem comigo?” Liam negou. Monossilábico. Isso causara um misto de irritação e decepção em Richard, que estava dando o máximo de si para tentar reconsertar a sua relação com o seu filho. Vociferou, batendo na mesa quando ele lhe deu às costas. “Aí, tu acha que é ficando preso que vai resolver os seus problemas, pô?” berrou, em um volume, que poderia ser escutado até mesmo para um pedestre há metros dali. Infelizmente, nem desconfiava que teria uma surpresa, horas mais tarde, ao chegar em casa.

Perambulava. Os seus pés doíam. E isso não se devia somente ao fato de que a sola de seu sapato de quinta era ruim. Richard tinha 'passeado' a tarde inteira em busca de diversão. A pressão em cima de si era enorme. Estava desesperado, por ainda não conseguir alavancar nenhum grande negócio na cidade, que pudesse bancar, de forma total, os custos que, hoje, tinha com o seu filho: alimentação, vestuário, escola, medibruxos e remédios. Muitos deles. Bebeu o quanto pôde para afogar as mágoas e apagar, temporariamente, o cansaço mental que aquela situação lhe oferecia, sempre que imbutia toda a culpa, em si próprio. Perdera o hábito de perder, há anos, quando se entregara – literalmente – a prática de exercícios físicos, porém nessas raras ocasiões, em que se sentia estar à beira de um alto precípicio, abria exceções. A visão que teve, há uma distância larga de sua residência, o despertou de seu estado tórpido. A garrafa em sua mão caiu e se espatifou na superfície. Correu tão rápido quanto um avestruz.

“MOLEEEEQUE!”, exclamou irremediavelmente transtornado. Liam, o seu filho, estava caído na varanda de casa. Rick esfregou os olhos, para ter a certeza de que aquela não se tratava de uma ilusão óptica, provocada por sua possível embriaguez. Esfregou uma. Duas. Três vezes. E ainda assim não quis crer naquela verdade dura. “MOLEQUE!”, ele exclamou novamente, talvez porque ainda tinha alguma fé, perdida dentro de si. Seus olhos instantaneamente encheram de lágrimas, quando Rick se agachou e tocou no seu rosto doce, no qual reconhecera cada curva que traçara. O seu moleque... o seu filho... tinha tentado se matar. Ele segurou o seu filho nos seus braços gigantes, recostando a cabeça dele no seu peito. Rick envolveu-a com suas mãos, igualmente gigantes, como se dele nunca mais quisesse largar. Como se pudesse salvá-lo apenas com a sua devoção, com o seu amor paterno, que nunca parecera tão palpável. “Por quê 'tá fazendo isso comigo, moleque? Acorda, por favor. Fala comigo, pô. Sou eu, seu pai. Filho...”, sua voz morrera. Filho. Uma palavra que em um tardio momento, enfim, houvera sido mencionada em toda sua existência. As lágrimas que escorriam pesadamente pelo seu rosto, até a face de seu filho, se unindo as gotas de sangue. Uma pontada de esperança lhe atingira quando aquele coração batera mais intenso do que nunca. Aquilo poderia ser um sinal; um sinal de que nem tudo estava perdido.

Chamara por socorro. Ambulância. Tudo que pudesse lhe ajudar a salvar o seu bem mais precioso seria válido. Não demorara muito para que uma equipe de medibruxos chegassem e imbolizassem o seu filho, levando-o para o hospital mais próximo. Rick acompanhara-o durante todo o trajeto, com os olhos focalizados sobre o mesmo, se agarrando na hipótese de que, sim, a qualquer momento ele ainda poderia acordar e retornar para a sua casa, para o seu lar. Durante o trajeto, escreveu uma coruja para Anders Whitmey, um dos amigos mais próximos de Liam. Precisava de um suporte, precisava de alguém para consolá-lo e lhe dar a certeza de que tudo, no fim das contas, estaria no seu devido lugar.

Os medibruxos, ao chegarem, levaram o seu filho, ainda imobilizado na maca, para a sala de emergência. Rick o acompanhou em silêncio, enquanto tentava reter as lágrimas, engolindo os soluços, que o faziam parecer uma criança ingênua. Nem mesmo na morte de sua mãe chorara tanto. Sentia seus olhos queimarem, como se tivessem despejado um vidro de pimenta inteiro. Adentrou a emergência e se posicionou, isolado, enquanto mais medibruxos e enfermeiros analisavam o estado de seu filho. A imagem era cruel, impiedosa. Deu alguns passos. Os medibruxos pareciam experientes, mas Rick ainda não estava totalmente convencido de que só aquilo era o necessário para salvar a vida de seu filho.

“Aí...”, ele secara os seus lacrimejados olhos. Não desabaria ainda mais na frente de toda aquela equipe. “Eu pago o quanto for preciso...”, impensadamente, ele disse. Mas quem disse que pais precisavam ser sempre racionais? “Eu pago o quanto vocês quiserem para salvar o meu filho, pô”, de repente, como se Liam tivesse escutado o apelo do pai, os seus olhinhos pequenos e encantadores se abriram. Rick atropelou um medibruxo que estava ali em sua frente e inclinou o seu rosto. Nunca sentira-se tão próximo de seu filho. Nunca. “Moleque...”, ele queria xingá-lo, ele queria batê-lo, ele queria puni-lo por ter feito aquilo. Por estar lhe dando todo aquele sofrimento. Mas não conseguia. Não podia. Fez um leve carinho nos cabelos molhados de seu filho e completou, depois de tomar fôlego para continuar. “Vai ficar tudo bem, pô. O pai te promete que você vai sair daqui bem...”, aquele não deveria ser o destino de seu moleque. Não deveria ser o destino de ninguém.

POST 01 ~ DATA: Domingo (31 | 03), madrugada ~ Vestimenta ~ Notas: Eu disse que não ia chegar aos pés do seu, Matt. DDD:
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Louise O Donáill
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MensagemAssunto: Re: 31/03 - Domingo.   Sex Maio 25, 2012 4:40 pm

Here comes the sun,
here comes the sun,
And I say it's all right



E ironicamente, ou não,O sol realmente estava vindo, bastava olhar por uma das janelas do hospital que você poderia ver a pouca escuridão que restava da madrugada dando lugar a um sol brilhante, o que era de se estranhar, esse era o mundo bruxo de Hogwarts .
Dei um longo e suspiro e tomei mais um gole de café.
A noite tinha sido muito corrida, mas tudo bem, eu iria me formar em medibruxaria, eu tinha que estar pronta para tudo, até mesmo para plantões surpresas.
Deus, eu realmente estava super feliz, só para não dizer o contrário.
Eu sabia que ainda enfrentaria, no mínimo, mais oito horas pela frente, o que dá ...umas 17 horas de plantão no hospital, mas, o que não fazemos em nome disso né? E ainda tem mais, eu estava doente e gripada por conta da chuva que tinha pegado por conta daquele louco. Eh, passar 17 horas em um hospital não era nada comparado a perder sua noite de sono preocupada se você vai acordar e encontrar um louco no meio da rua.

Aquela noite, havia sido agitada tinham entrado na emergência dois alunos de Hogwarts, me preocupei de inicio, afinal eu tinha uma irma que estudava lá. Contudo, eu não pude imediatamente ver quem era pois estava cuidando de outro pacientes e apenas soube que um era um caso de suicídio e outra teria sido atacada por um vampiro. Sorri imaginando que felizmente nenhuma das duas opções poderia ser enquadrada a minha irma Sophie, porque vamos e convenhamos, Sophie nem de longe faria esse favor a humanidade, rsrs. Brincadeira. Eu amo minha irmã. E só eu posso sacanea-la com louvor.

Enfim, estava cuidando de uma das pessoas que estava na UTI quando ouvi me chamarem pelo circuito interno. Ajeitei o jaleco e sai em disparada para a emergência. Passando pelos corredores já lotados de alunos, vampiros e humanos outros.
E qual foi meu espanto quando vi um Senhor com os cabelos desgrenhados, gritando que pagaria qualquer coisa pelo para curar o filho. Naquele momento eu pude constatar quem era o garoto na maca. Liam Hilton. Amigo das minhas irmãs. Não sabia muito dele, apenas que era alguém especial e de uma doçura desmedida. Ele estava em boas mãos, os medibruxos tentavam imobilizar seu corpo.

Entao, prudentemente me aproximei do homem com o café nas mãos.
- Olha, vai dar tudo certo . Faremos o que for possível. Confie. – segurei suas mãos suadas. – Tenho que ir, qualquer coisa me procure. Louise O Donáill, irma de Sophie, amiga do Liam, sim- acenei afirmativamente com a cabeça enquanto que afaguei devagar os cabelos dele com os dedos para depois me distanciar. Precisava avisar Sophie. Fui ao balcão e enviei uma coruja a ela:
“Sophie, venha ter comigo no hospital. É urgente” . Suspirei imaginando que Sophie era inteligente o suficiente para saber que jamais a chamaria ali se não fosse algo sério.beijos Lolou.
P.S: nao venha sozinha chame uma amiga.

Saí de perto do corujal e comecei a andar em direção a mesa que estava ali, tinham alguns médicos ali, uns lendo algo, outros babando sobre a mesa e outros parecendo mortos-vivos.
Será que minha aparência também estava medonha?
Balancei a cabeça tentando desviar essa ideia, mas não pude deixar de olhar de relance para o espelho ali perto, ao que pude perceber, estava tudo ok.
Dei um sorriso e respirei fundo novamente.
Hora do trabalho. Disse para mim mesma mentalmente e me dirigi a porta, saindo para um corredor onde as pessoas já passavam apressadas...Em um hospital, nunca se tem uma hora que tudo fica calmo, essa é a pior parte, pelo menos para mim.
Encostei no balcão ali perto para pegar informações do próximo paciente e me lembraram que eu conheceria meu novo tutor hoje.
Tentei não amarrar minha cara, mas é algo um pouco impossível, afinal, eu tenho 20 anos de idade e ainda tenho uma espécie de 'tutor', ninguém merece isso.
Chloe tinha me comunicado isso há alguns dias já, ela falou que eu iria começar a trabalhar com outra pessoa, para melhorar o “trabalho conjunto”.
Eu ainda tinha esperanças sobre a pessoa que trabalharia comigo, eu esperava que fosse, no mínimo, no canto dela, ou que fosse legal, eu realmente não queria me estressar demais aqui.
Murmurei um 'obrigado' e comecei a ir em direção ao quarto, é, eu sabia, eu tinha esquecido de algo.
Me virei para trás para voltar ao balcão para pegar as informações, quando Charlotte a enfermeira , sorriu para mim – Parabens Louise , você tem sorte garota, pegará o Phillip Wesker, Dr. Gatao como tutor.
Sorri de volta, na verdade um enorme sorriso. Dr. Gatao. Humm, já gostei e parei de sorrir.
Foi quando me toquei do que ela disse ... Wesker .. Peraí, eu conhecia um Phil Wesker, não conhecia?

Ótimo, isso era maravilhoso.
Eu balancei a cabeça. Isso era um sonho, eu devia ser uma das médicas que estava dormindo na mesa não?
Mas não, ninguém pode fazer isso comigo, era destino né? Era uma brincadeira comigo, só podia.
I do not deserve!

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Falou com: Rick Hilton
Enfermeira: NPC
Citou: Liam, Sophie, vampiros, Phil... – acho que só.


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Anders Whitmey
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MensagemAssunto: Re: 31/03 - Domingo.   Ter Maio 29, 2012 8:58 pm


I look to you

Eu tenho que admitir que um lado de mim - o mais sensato, o menos impulsivo - havia se arrependido de ter compartilhado aquela notícia com Kelly. Talvez, repensei, enquanto em um acesso de desespero, a garota intencionara-se a extravasar o seu sofrimento, aos berros, tivesse sido melhor esperar um pouco. Talvez ela não estivesse preparada para receber tal notícia; talvez ninguém estivesse na verdade. Liam era uma pessoa querida pela maior parte dos alunos - e por quê não funcionários, também? - de Hogwarts. Arrisco-me a dizer que ele era querido por todos, mas você sabe... sempre tem um ou outro que encontraria defeito no garoto de uma pureza única. Sabe, penso que se o mundo fosse composto por mais Liam's - ou Liamzard's, como o próprio, eu suponho, preferia que eu denominasse aqui -, viveríamos, certamente, em um lugar melhor. Contive Kelly. A única coisa que eu havia lhe pedido era calma; quero dizer, eu sei que era difícil. Para mim, também estava sendo. E é curioso como isso se torna ainda pior quando vemos, diante de nossos olhos, alguém chorar, com tanta sinceridade, tão copiosamente por alguém. Isso demonstra, no mínimo, uma sensibilidade, cada vez mais rara no caráter da sociedade. Eu e Kelly não éramos amigos. Trocávamos poucas palavras - ainda que, no entanto, das poucas vezes que a encontrei, acompanhada ou desacompanhada de seu namorado, tenhamos trocado boas e produtivas conversas. Contudo, eu era capaz de sentir, como se fosse em mim mesmo, a dor aguda, manifestada por tantas lágrimas, que a inesperada tragédia lhe provocara.

— Shhhh, calma. - diminuí a distância entre os nossos corpos, em um único passo largo, e projetei minha mão contra sua boca, abafando o som de seu grito. Minhas lágrimas haviam se secado em meu rosto. Vê-la desolada, inconformada, abatida me fizera ciente da responsabilidade que eu assumi quando decidi contar o acontecimento para ela: cuidar dela. Ocupar, de certa maneira, a função que Liam ocuparia, caso isso tivesse acontecido com outra pessoa querida por ela - como o seu irmão, por exemplo. Eu precisava ser o seu alicerce, a base que lhe sustentava, e lhe prometer que tudo ficaria bem (ainda que eu, sinceramente, não tivesse certeza disso). Não estou sendo pessimista e nem otimista, e sim realista. No momento, não sei de quase nada e somente quando olhar a imagem do garoto com os meus próprios olhos, serei capaz de avaliar (com um olhar diferente e mais clínico de uma mãe, de um pai, de um namorado, de uma namorada). Segurei Kelly em meus braços, quando em um ato espontâneo, ela se grudara ao meu corpo. Consolei a garota, repousando sua cabeça sobre o meu ombro e fazendo um leve carinho em seus cabelos. Suas lágrimas molhavam a minha blusa - e como se atravessassem como flechas mortais em meu peito, tornavam aquela situação ainda mais difícil e complicada para mim. Nunca imaginei que tinha tanta força. Nunca imaginei que poderia ser capaz de carregar dois pesos simultaneamente.

— Liam vai ficar bem, você vai ver. - eu creio que todos nós temos um objetivo em Terra. E se nada demais tinha acontecido a Liam, ainda que sua vontade fosse contrária, era porquê ele simplesmente não havia cumprido o que deveria aqui. Sei que isso pode parecer estranho demais, mas este é o meu raciocínio. Sempre foi. É a primeira vez que estou tendo a chance de expressá-lo, em toda a minha vida. Kelly pediu que eu a esperasse, para que ela se trocasse e pegasse algumas coisas. Eu sei que qualquer um recomendaria que eu lhe aconselhasse: "Kelly, é melhor que você fique aqui, é melhor que espere as coisas se tornarem mais amenas". Mas como posso dizer isso para alguém que ama? Como posso dizer isso para alguém que se entrega tanto a outra pessoa, sem cobrar nada dela em troca? Isso é admiravelmente lindo e tocante. Quando ela retornou, mostrou-se de fato disposta a me acompanhar no hospital. Não sei se era uma boa ideia, já que o pai dele também estava lá... e bem, ele não a conhecia, até aonde eu sei. Ou se conhecia, parecia não confiar tanto nela quanto confiava em mim. Talvez eu recebesse uma bronca do pai dele, similares àquelas que só recebíamos dos nossos próprios familiares. Contudo, acho que um puxão de orelha não seria capaz de me ferir tanto, a ponto de eu obrigar Kelly a permanecer no dormitório da corvinal.

Partimos. Logo quando estávamos no local, Kelly hesitou. O ambiente não era sombrio - para falar a verdade era até hospitalar, se não considerássemos que ali haviam centenas de doentes e pessoas prestes à morrer. Todavia, naquela circunstância, aquele cheiro de hospital, que invadia nossas narinas, era praticamente inalável. Ela me agradeceu, de novo. Sorri, sem mostrar os dentes, e dei de ombros, como se estivesse lhe falando: "tudo bem, você não tem o porquê de me agradecer". Um minuto de silêncio se instaurou entre nós. Entreabri os lábios quando vi a sacolas de frutas que Kelly tinha trago cair no chão; as frutas rolaram... diretamente para a sala de emergência. Diretamente para... Liam. Parecia coisa de filme. Senti todos os pêlos do meu corpo se arrepiarem com esse detalhe (quase sobrenatural, eu diria). Segurei-a pela mão. Estava gélida, como a de um cadáver. Senti os meus olhos serem inundados com lágrimas tristes. Não me contive quando o vi deitado naquela cama, com todas aquelas feridas, que marcavam o seu rosto e parte de seu corpo também. Não eram tão significativas - o que era bom, já que Liam era uma das pessoas mais vaidosas que eu já conheci. Aquilo melhoraria. Ele voltaria a ser o Liamzard de sempre. Me agarrando naquele pensamento, puxei Kelly comigo, ignorando todos os médicos que nos ordenavam recuar.

— Liam, você vai ficar bem. - sussurrei, sem força nas minhas cordas vocais. Toda aquela coisa de pessimismo, otimismo ou realismo havia sido derrubada como uma muralha frágil, quando enxerguei nos seus olhos pequenos - mas bastantes expressivos - a dor, o sofrimento. Troquei um breve olhar com Kelly e este fora automaticamente, no segundo seguinte, direcionado ao senhor Rick. Soltei-me de Kelly e me agarrei ao homem, que tinha o dobro do meu tamanho, em um abraço afetuoso. Acho que ali tinha sido como abraçar o meu pai, sabe? Porque, de certa forma, era isso que os pais faziam com os filhos. Meu pai nunca tinha dado muito a mínima para mim, desde que comecei a estudar. Tento constantemente negar, mas eu sinto falta. Sinto falta da minha família. Eles, naquele momento, em que eu me via sem os meus melhores amigos, sem a minha verdadeira família, eram a minha família; Kelly, Liam e Rick já tinham um espaço especial reservado em meu coração. — Ele vai sobreviver... - pausei, enquanto as lágrimas percorriam um decorado caminho pelo meu rosto. — Não vai? - emendei, incerto. Uma incerteza que me corroía, feito ácido, e me matavam lentamente. Eu estava redescobrindo a minha fé; era, atualmente, a única coisa que poderia me sustentar.


31/03 & madrugada



citados muita gente.
post 001.
vestindo depois.
notas eu gostei de escrever esse post, mas eu acho que o anders foi dramático demais. caguei.


criado por Giulia @ Ops!
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Kelly Wesker
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MensagemAssunto: Re: 31/03 - Domingo.   Qua Maio 30, 2012 5:35 pm

Ele não estava ali. Não importa o quanto eu queria que ele estivesse. Mas eu ainda assim precisava ve-lo, não importa se ele havia caído, não tivesse mais aquela aparência, por um segundo, não pensei em nada, só queria que ele vivesse. Na minha cabeça eu ainda não queria saber o porque daquilo tudo. Por que? Será que eu tinha culpa? - não Kelly, você não é o centro de tudo.- Claro que eu sentia culpa. Culpa por ser fraca demais para poder apoiar uma pessoa e não EM UMA Pessoa. Culpa por não conseguir resolver os meus problemas. Culpa por levar mais fardo para a vida de Liam. Eu não era digna dele. Essa era a verdade, não era e nem nunca seria a mulher que deveria ficar ao lado dele apoiando-o segurando a sua mao quando ele sentisse medo, sendo o coberto quando ele sentisse frio. Não. Eu não era nada daquilo somente era um espectro de mulher que mal podia sustentar relações e não sabia conviver com alguém sem encher a vida desse alguém de problemas e torna-la um estorvo. Era isso. Liam se sentiu pesado demais com tantos problemas que já tinha a junção desses com os meus problemas foram só o estopim que faltava para a bomba Liamzard sair pelos ares.

Minhas lagrimas não paravam de cair, eu sabia que tinha de parecer forte, mas a dor me consumia, que merlim, Deus, hay baba, Maomé, Alá, Christna, ou sabe-se a divindade que cuidava das dores terrenas tinha de fazer aquela dor parar. Eu não sentia meu corpo, era como se tudo estivesse parado, e as pessoas naquele corredor não passavam de vultos.

Ainda assim, o toque gentil de algo frio tocando levemente minha testa fora real demais. E de repente, ao abrir os olhos, a realidade me tomou por completo e a dor voltara com ainda mais força. O corredor branco com aquele cheiro inebriante de hospital, uma mistura cósmica de éter e álcool com algodão molhado e sangue, os olhos estreitos dele que faziam eu me perder e o toque dos dedos de Anders me fizeram recordar de Liam e do quanto eu queria que ele estivesse ali. Foi quando a mao fria de anders que me despertou.

Eu o abracei como se fossemos melhores amigos. Eu não o conhecia bastante, mas somente o fato dele esta ali comigo, ter ido me buscar no dormitório e ficar ao meu lado estava fazendo dele o herói da noite, mas eu também não podia fazer com ele o que fiz com Liam jogar todos os meus problemas para cima dele, e foi então que vimos a equipe medica reunida Anders adentrou por entre uma brecha negando ali a presença de tantos paramédicos, meus olhos só procuravam qualquer parte do metal da cama e do paciente que nela estava.

Eu podia sentir as lágrimas descendo por meu rosto. Sim. As lágrimas familiares, minhas antigas e tão fiéis companheiras. Eu também era capaz de sentir a dor, esta era a mais presente. De modo que as duas atormentavam-me. Exceto que agora, elas pareciam querer matar-me logo de uma vez.

Fechando os olhos, eu podia escutar claramente a voz de Liam, provocando mais uma pontada de dor em meu coração. Anders foi se aproximando e falou algo que eu não escutei, eu estava atenta aos olhos de Liam aqueles olhos dóceis e suaves como de um menino, estreito e apertados que pareciam sorrir quando me viam. Das poucas certezas que eu conseguia ter, Liam era a melhor delas. Talvez a única que era capaz de me acalentar.

Com todo cuidado me aproximei dele e ergui seu rosto, segurando delicadamente seu queixo. Passei os dedos por seus cabelos eriçados para depois abaixar meu rosto ao mesmo nível que o dele.


- Estarei aqui. Para você. Sempre. Seja forte!- depositei ali um beijo sincero em seus lábios e me afastei enquanto observei de Anders com o pai de Liam. Pelo menos eu acho que era o pai de Liam, o mesmo modo de andar, de se portar, gesticular, os mesmos olhos apertados. Me aproximei sem graça com os olhos vermelhos de tanto chorar.

E procurei nos olhos daquele homem vestígios de qualquer coisa, mas só encontrei o vazio. Um vazio ainda mais profundo que os meus. A culpa era a rainha da noite e imperava soberana nos rostos naquele hospital.
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Sophie O Donáill
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MensagemAssunto: Re: 31/03 - Domingo.   Qua Maio 30, 2012 8:33 pm


Darling I never showed you
Assumed you'd always be there
And I, I took your presence for granted
But I always cared

(But I always cared)



x_______________________________________ {Manhã de 31 de Março}


O farfalhar da cortina fez com que eu despertasse, podia ser um barulho leve, mas parecia ampliado aos meus ouvidos, e isso incomodava. Incomodava MUITO se você quer saber. Murmurei reclamações quando os feixes de luz adentraram o quarto, iluminado-o parcialmente. De quem tinha sido a brilhante idéia de abrir a janela a essa hora da madrugada? Puxei o edredom, cobrindo a cabeça e fazendo com que a luz que me cegava (exagero mode ON) fosse ofuscada com esse gesto. Suspirei prestes a retomar meu sono quando ouvi uma batida forte, que eu percebi, vinha do lado direito do lugar quente e confortável em que eu me encontrava. Uma segunda batida e fiquei alerta, descobri o rosto e sentei na cama, ainda sonolenta demais para conseguir juntar os fatos de prontidão. Bocejei enquanto meu cérebro começava a trabalhar direito, fazendo com que eu começasse a me sentir capaz de conectar os fatos que aconteciam ao meu redor.

As garotas que estavam no quarto pareciam assustadas com alguma coisa, a maioria estava sentada na cama, exatamente como eu, tão sonolentas quanto eu. O mesmo baque que me fizera ficar sentada repetiu-se. Olhei para a janela, localizada ao lado direito da minha cama. Uma das meninas estava em pé, provavelmente ela era quem tinha aberto as cortinas. Foi quando aconteceu novamente, e desta vez eu estava olhando, vi quem fazia isso...- Abra a janela, ela quer entrar. - disse calmamente, esfregando os olhos com as mãos. A garota me escutou e um vento gelado entrou no quarto, junto com o belo animal de penas brancas e olhos azuis. - Ela é... - arqueei a sobrancelha - da minha irmã... - A coruja pousou delicadamente na ponta da minha cama e solto um pedaço de papel que estava preso no seu bico. Abri o papel e li as palavras feitas na caligrafia que eu conhecia muito bem.

Loulou escreveu:
“Sophie, venha ter comigo no hospital. É urgente.Beijos Lolou.
P.S: nao venha sozinha chame uma amiga."

Ir para o St Mungus...será que tinha que ser agora? Reli: urgente. Meu coração se apertou...Mas ainda estava cedo, o que Louise quer comigo? Será que aconteceu alguma coisa com ela?! Meio impossível ter acontecido algo com meus pais ou com as meninas, já que estavam em Dublin, papai só viria pra Londres na próxima semana. Damn it! Empurrei o edredom para o lado enquanto ouvia de uma das garotas a pergunta se eu estava bem - Tudo bem, só vou precisar responder a coruja...podem voltar a dormir.- sorri e observei elas retomarem seus lugares no dormitório, peguei o necessário, fui até o banheiro e me troquei. Minutos depois, com a coruja a tiracolo e um belo punhado de desci pra Comunal. Abri uma das janelas e liberei a coruja de Louise, me dirigindo para a lareira. Sim, rede Flu, nada de correr o risco de sair por aí e ser surpreendida por um monitor qualquer e ganhar uma detenção graças ao pedido inusitado da minha irmãzinha. Lancei um pouco do pó na lareira, repetindo claramente o destino do meu passeio. Por St Patrick, por que agosto não chegava logo? Não via a hora de poder aparatar de uma vez.

Em questão de poucos minutos lá estava eu na recepção do St Mungus. Já disse que odeio hospitais ou qualquer coisa que remeta a eles? Se não estou dizendo agora: eu odeio hospitais! Enfim, caminhei até a recepcionista e me identifiquei - Bom dia - afff pra mim ainda era madrugada ok? Quando ela me fitou, lhe sorri amável - Sou irmã da srta, doutora O Donáill, ela me pediu que viesse ter com ela. - o sorriso da mulher aumentou, o que me fez crer que talvez ela fosse com a cara de Loulou.

Recepcionista escreveu:
- Aguarde apenas um minuto srta...

Passeei meu olhar pelo local, ainda me perguntando o que raios Louise queria comigo, quando pensei ter visto uma, na verdade, duas figuras familiares. - Sr Hilton?- Confesso que a partir daí não prestei mais atenção ao que a simpática senhora dizia posto que já me aproximava do sr Rick Hilton, ainda pude ouvir a senhora que havia me atendido, chamar por mim algumas vezes, mas bastou um breve relance na feição dele para que eu percebesse que algo muito errado estava acontecendo ali. Ao lado dele outras duas figuras conhecidas, o que Andie e a Wesker faziam ali? Então outra figura, desacordada numa maca num daqueles quartos...

Senti meu corpo gelar e pensei que fosse cair ali mesmo. Lembrei da última recomendação de Louise, a que não cumpri : 'traga uma amiga'. Agora fazia sentido mas tudo aconteceu rápido, sabe? Momentos antes eu estava entrando no St Mungus querendo o fígado de Loulou por ter me acordado tão cedo sem explicação, e agora, estava parada ao lado da tal maca, chorando.

Recepcionista escreveu:
- Srta O Donáill, por favor, espere...Sua irmã pediu que a esperasse conosco...-

- Ele é meu amigo... - foi tudo o que consegui responder e talvez nem tenha sido uma resposta coerente. - O que houve?

Recepcionista escreveu:
- O sr Hilton, tentou se matar, srta...

Como? Liam tinha tentado... o que? Não fazia sentido... Olhei da mulher para Liam enquanto flashes de acontecimentos invadiam minha mente: nossa última conversa, a festa das D'Lacroix, o baile do dia dos namorados, o momento que pedi a ele que ficássemos afastados...Por St Patrick, nós mal estávamos nos falando, eu tinha preferido assim, e agora olhando para ele, desacordado, pálido, parecendo mesmo... eu temia que nunca mais pudéssemos nos falar.

Recepcionista escreveu:
-Nossos medibruxos estão fazendo o melhor por ele, srta...Sua irmã prestou toda a assistência que podia...

O tom de voz dela causou mais um aperto ao meu coração. Era aquele tom que as pessoas usavam quando as esperanças eram poucas. A sensação era horrivel, pisquei e senti as lágrimas ainda escorrendo por causa da dor e da mistura de sentimentos que me abarcavam. Foi aí que a realidade me acertou em cheio, eu não podia ficar ali parada, lamentando o fato de ter sido mais do que egoísta nos últimos tempos, então me lembrei de ter visto o sr Hilton, acompanhado por Anders e pela Wesker... Nossa, ela estava arrasada. Não contem pra ela, mas até senti uma certa compaixão pela loira, ela devia estar sofrendo...

Voltei a fitar a mulher que a essa hora tinha uma das mãos no meu ombro - A senhora, pode, por favor, avisar a Louise de que estou aqui com o sr Hilton? - ela assentiu e me aproximei do trio - Sr Hilton? - quando o homenzarrão voltou seu olhar para mim, procurei ficar na ponta dos pés e o abracei. Eu, realmente, gostava muito do sr Hilton, de verdade. Muito embora, por vezes, ele me desse medo. Enfim, detalhes. O abracei e sussurrei - Vai ficar tudo bem, eles estão fazendo o melhor por ele. - e sem que me desse conta, lá estava eu repetindo as mesmas palavras que há pouco aquela senhora havia me dito. Então me afastei dele - Se o sr precisar de qualquer coisa, por favor, não hesite em me pedir...- um arremedo de sorriso e me dirigi a Andie, cumprimentando-no como de costume e não, eu não estava brava por ele não ter me avisado. Acenei brevemente para a Wesker e passei por eles, na direção de um balcão que ficava ali, rascunhando dois bilhetes breves, um para Jane, outro para Laura, avisando onde eu estava e mais sucintamente ainda o motivo de eu estar no St Mungus. Esperava que Laura avisasse o Timberlake, porque eu não pretendia mandar uma coruja pra ele contando a novidade. Vai que a coruja o encontrasse numa situação constrangedora? Ah, por favor, somos namorados de mentira, não é como se eu imaginasse que ele, justamente ELE, fosse bancar o namorado fiel, não é?

Finalizei os bilhetes e fiquei ali fitando distraidamente a paisagem da Londres bruxa que amanhecia e, por mais que eu tentasse, não conseguia achar um motivo coerente para tudo aquilo. Estava tão distraída que nem percebi a aproximação dela. Na verdade, só notei que tinha alguém ali quando seguraram minhas mãos. Ergui o olhar, crente de que era Andie mas a encarei surpresa -- Oi?! - demorei a entender o que a loira falava porque... ora porque ela veio do nada, e segurou minha mão e...- Desculpa mas acho que não ouvi... - e não tinha escutado mesmo. Ela baixou o olhar e repetiu.

Wesker escreveu:
- Estou te pedindo desculpas...

O que ela esperava de mim? Sim, eu pensei isso enquanto mecanicamente respondi, ainda que sinceramente - Tudo bem... já está esquecido, loira. - não era hora pra brigas, era? Tentei encontrar as palavras pra consolar a garota mas estava muito confusa com aquela mudança de atitudes dela, então sem pensar disparei um - Eu sinto muito pelo que aconteceu entre você e o Liam...- sério, por que eu tava dizendo aquilo? A morte iminente gera comportamentos assim, meu lado racional gritou. Ela apertou os lábios e aquilo foi um arremedo de sorriso. Ok, a Wesker estava me pedindo desculpas e sorrindo sem ironias pra mim? Apocalipse now?

Kelly escreveu:
-Tudo bem...- ela respondeu enquanto eu acompanhei quando uma lágrima desceu pelo rosto dela, que prosseguiu sem deixar de olhar para o quarto onde ele continuava imóvel, como se estivesse...eu me recusava a pronunciar aquela palavra ainda que nos meus pensamentos - Desculpe, eu... eu nao consigo entender.

Senti as lágrimas se formarem em meus olhos ante aquele desabafo. Quem diria que eu e a Wesker teríamos algo em comum? Quem diria que estaríamos compartilhando aquele momento sem acusações nem nada? Que estaríamos dividindo nossas dores. Eu me sentia perdida, exatamente como ela. Então, instintivamente fiz o que faria com qualquer pessoa naquela situação: ofereci um abraço a garota, que ela aceitou. -Eu também não e talvez nem ele... mas ele vai ficar bem.- eu ficava repetindo isso, porque era o que eu esperava - Ele é o Liamzard...- e não existe Charmander sem Liamzard ele já havia dito uma centena de vezes e por mais que eu odiasse o apelido pokemonístico que ele me deu, isso trouxe um sorriso ao meu rosto. Um sorriso triste mas ainda assim um sorriso e emendei- ele vai superar, Kelly. - hum, acho que era a primeira vez que eu a chamava pelo nome, não?

Citei: Liam,Louise, Kelly, Anders, Laura, Jane, Justin e npc's. Falei com: Kelly, Rick e NPC- recepcionista. Vestindo: isso.
Se precisarem que eu edite, mp. Ações da Kelly autorizadas e previamente combinadas. Espero que tenha ficado bom, Sis.

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Liam Hilton
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MensagemAssunto: Re: 31/03 - Domingo.   Sab Jun 02, 2012 3:20 am


But you can say, baby... Baby, can I hold you tonight?

Spoiler:
 


Nunca divaguei sobre o momento de morrer. Pô, sempre me senti como rei; não tinha um palácio, como a maior parte das famílias na Inglaterra, não tinha jóias, como minha ex-namorada tinha, mas tinha saúde e, principalmente, o que me sustentava diariamente: felicidade de viver. Felicidade de viver, pô. Também nunca importei que me criticassem. De verdade. Por que acredito que, de maneira direta ou indireta, todos nós temos muito o que aprender em Terra; ninguém é perfeito – nem mesmo Liamzard, acabei de descobrir, após agir como um covarde fracassado. Ninguém é dono de uma verdade absoluta, para, de fato, apontar o que é correto ou é errado. Fosse assim, pô, não seríamos seres humanos, aparentemente fortes para resistir a luta diaria da vida, e sim deuses... como Odin – sim, pô, falo aqui do enviado a Terra, agora em forma de uma lufana bonita e graciosa; éramos frágeis e vulneráveis, como um cristal. Alguns estavam acostumados a se rachar com tanta frequência, que a certa altura da vida, isso certamente pareceria imperceptível; outros, como considero ser o caso de Kelly – minha anja, pô -, descobriam talvez, tardiamente, que a vida não era feita somente de flores. Não entenda Liamzard mal, pô. Eu não estou dizendo que Kelly nunca sofreu, até porque sei muito pouco sobre o passado dela. Nunca tínhamos parado para discutir sobre as nossas desilusões, sobre as nossas dores. Isso não importava a KELIAM (Kelly+Liam-ou-seja-eu); nos primeiros dias de relacionamento, compartilhávamos um interesse evidente: vontade amar e amarmos. Verdadeiramente. Sem máscaras. Para ela, eu não era apenas o Liamzard. Não era apenas o grandão. Não era apenas o cara que gostava de vitamina de banana. Não era apenas o capitão da corvinal. Eu era Liam, em toda a minha simplicidade, pô. Para mim, ela não era apenas a loira mais bonita de todos os tempos. Não era apenas a princesa que eu sempre idealizei nos meus sonhos. Não era apenas a cheerleader da corvinal. Era Kelly; apenas Kelly, em toda sua simplicidade também, pô. E acho que, por isso, me senti tão mal. Fui capaz, com poucas palavras, de arruinar suas esperanças. Me senti algoz, vilão. Como daqueles que a gente só vê em novelas, pô.

Quando minha memória resgatava flashes de sua imagem chorosa, não somente sofria; sentia uma repulsa inexplicável do meu próprio ser diante do espelho. Vale ressaltar, pô, que estamos falando de Liamzard, o graaaande e único Liamzard, raawr. De certa maneira, era como se o distanciamento que havia criado com ela, em uma das semanas mais complicadas de toda a minha vida, fosse disfarçar a minha crueldade momentânea. Não tinha muitas dúvidas de que tinha sido duro demais e que poderia tentar fazer o que deveria ser feito de uma outra maneira; hoje, porém, é tarde demais para arrependimentos. Literalmente, pô. Não sei bem ao certo como está o mundo 'lá fora'. Digo, pô, provavelmente devo estar há minutos de me tornar um anjo – eu espero que sim, Deus e Tuntancamón -, e não consigo pensar em como deixei as pessoas ali. Meus amigos, as pessoas que simpatizavam comigo. De todos, o que mais me deixava preocupado era o meu pai, pô. Por ele, talvez eu reconsideraria – se, como já mencionei, não fosse tarde demais para isso. Talvez, pô. Porque por outro lado, confesso, era aliviador saber que ele não precisaria se empenhar tanto por mim... saber que deixaria de ser um peso nas costas dele. Ele poderia voltar para a casa, pô, e ser feliz com a mamãe – que também não teria mais a necessidade de se preocupar com o meu estado aqui. Não há nada que Liamzard não consiga explicar, mas totalmente legítimo, pô: esta é, sem sombra de dúvidas, uma das poucas coisas que me confudem. É estar exatamente sobre o ponto exato que separa a luz da escuridão.

Abri meus olhos, ainda sob a perspectiva de estar no paraíso. A família Hilton era uma família muito conservadora. Tipo, muito, muito mesmo, pô. Dessas que causam inesquecível pavor revolucionários; em Hogwarts, por exemplo, você pode encontrar muitos deles, pô. Vovó sempre imprimiu que eu fosse um garoto bom, até o fim dos meus dias. De verdade, pô. Me comportasse para que o meu pai se orgulhasse de mim, para que eu fosse o bem mais precioso dos Hilton, e dentre esses conselhos, que ditaram, até certa parte da adolescência, quem eu me tornei, um deles arregimentava que eu nunca perdesse o brilho nos meus olhos, refletores, segundo ela, da minha capacidade de perdão... Não, não, pô. Do meu dom. Vovó dizia que perdoar era um dom, e que sem ele, éramos infelizes por muitas vezes. Acrescentara que esse “dom” estava completamente associado àquilo que mencionei no início desse desabafo: a felicidade de viver. Despretencioso, sempre sorri com aquela memória, contudo há poucos minutos percebi que não era apenas uma memória; era uma mensagem subliminar, pô. Para ser um bom menino, eu precisava me amar. Me aceitar do jeito que sou – com todos os meus defeitos e problemas. A vida é única. Só acontece uma vez. O seu tempo não é uma mercadoria a venda. Vovó era uma filósofa, pô, e sabia muito mais da vida do que qualquer outra pessoa. Reavaliando as suas recomendações, me indagava: eu merecia ser um anjo? Eu tinha sido um bom garoto, pô?

Abri os olhos lentamente. Foi como redescobrir o mundo; ou melhor, pô. Com outros olhos, aquilo era um novo mundo. Nunca pensei que o paraíso fosse feito de concreto. Nunca pensei que lá poderia encontrar afago nas figuras das pessoas que eu mais amava em toda minha vida. Em minha volta, muita histeria. Não pude assimilar o que estava acontecendo, até respirar, de modo quase libertador. Sentia os meus pulmões agitados e o meu coração pulsando a mil por hora. Meu corpo suava, como nunca antes – nem mesmo os treinos que eu combinava com Pie e Andie me faziam suar tanto, pô. Senti uma mão gélida tocar o meu rosto e me despertar daquela amarga realidade; eu não estava no paraíso. E tampouco no inferno (embora ele assemelhasse ao que imaginava para o local).

Se por um lado me sentia mais vivo – em todos os amplos sentidos que essa palavra oferece -, por outro, me sentia impotente e inválido. Fechei meus olhos quando meu pai me encarou. A sua imagem forte e firme havia sido derrubada por inúmeras lágrimas incontidas. No fundo, eu tinha medo que ele me reprovasse. E se o fizesse, eu não poderia falar nada, pô. Porque, falem bem ou falem mal, ele é meu pai, pô. Definitivamente sou muito agraciado por tê-lo por perto; ele sempre irá querer o melhor para mim. Quando reabri meus olhos, uma lágrima lenta escorreu pelo canto dos meus olhos até o canto dos meus lábios. Era fria e tinha sabor desagradável. Ali, senti o peso da minha atitude. Pô, o meu pai estava chorando. Eu estava fazendo o meu pai – o mestre-dos-mestres Liamzard master – chorar. Ele me prometeu que tudo ficaria bem. Rendido, acreditei.

Não tardara para que os outros chegassem. Todos aqueles que me representavam algo, pô. Andie, Kelly, Charmander. Estes, sim, pô, posso afirmar: os melhores amigos de todos os tempos, pô! Kelly selou um beijo na minha boca, antes de sumir da minha vista. De relance, observava Andie segurando-se ao meu pai. Sophie também já não estava mais ali. Uma equipe daqueles médicos brancos – que trajavam roupas exclusivamente brancas – se aproximaram de mim, me assustando. Ouvi um dos homens – o mais velho – ordenar que o meu pai e Anders se afastassem. Me senti sozinho, abandonado. Comecei a chorar. E não parei mais.

— Liam... - ele hesitou ao falar o meu nome, enquanto pegava um daqueles aparelhos de médico, cujo o nome era difícil demais até para um corvinal foda como eu, pô. — Como você se sente agora? - me perguntara simultaneamente acionando uma caneta estranha, que produzia uma luz forte, contra os meus olhos. — Mal. - respondi de imediato, engolindo um soluço que o choro copioso provocava. Ele prosseguiu movendo aquela luz forte e incômoda para o olho direito. — Eu preciso que seja mais específico. Você pode me dizer o que está sentindo? — a luz cessara e ele me encarara diretamente nos olhos, sem deixar de esconder uma preocupação alarmante. Aquilo me desesperou. Eu não sabia como era o meu estado, e pô... isso me deixava transtornado. Totalmente transtornado. — Meu pescoço... meu pescoço dói. - respirei profundamente, engolindo mais algumas séries de soluços e continuei. — Eu não sinto nada. Não sinto meus braços, não sinto minhas pernas. - esse homem velho (que se não fosse tão sério, julgaria ser Tuntancamón) sinalizara para um assistente que levantara a coberta que cobria minhas pernas. — Você se lembra do que aconteceu com você? — acenei negativamente. Não queria contar. Não queria admitir a minha covardia, a minha falha como ser humano. Fechei os olhos, tentando conter as lágrimas, mas elas pareciam correr em maior número. O que estava acontecendo? O que estava acontecendo comigo, pô?

— Liam, eu preciso que você fique calmo. - o homem velho se afastou e direcionou-se para aquele mesmo canto – nada longe – aonde o assistente estava posicionado. A partir daí, o silêncio fora torturante. Ninguém na sala falava nada. Os olhares que trocavam entre si despertavam tensão, apreensão. — Você sente alguma coisa aqui? - ele indagara. — Aqui onde, pô? - respondi com uma outra pergunta. Alguém (não me lembro quem, pô) dizia que era estupidez responder uma pergunta com outra, mas era o máximo que poderia falar no momento. Eu não sentia nada. Absolutamente nada, pô. Seus braço continuara a se mover, dando a impressão que repetia o mesmo movimento. Não sabia muito bem. Eu praticamente não conseguia mover o meu pescoço, que doía. Doía muito, pô. Muito mais do que aquela dor absurda que costumava ter. O médico se aproximou de novo. Tirou todo o lençol que cobria o meu corpo e parecera levantar minha camisa. Não sentia. E era toda essa atmosfera tensa que me deixava nervoso. As lágrimas continuaram a descer dos meus olhos e procurei no ambiente o rosto do meu pai. Ele era a única pessoa que poderia apenas com um simples olhar, um gesto singelo, amenizar a minha dor. No entanto, ele não estava ali. Era somente eu e aquele grupo de desconhecidos.

— E aqui? Você sente alguma coisa? — indagara, outra vez, agora mais neutro. Talvez, pô, porque penso eu, estava receoso com o meu estado, a seguir da minha outra resposta. — Onde, pô? - tentei erguer o meu rosto, sem sucesso. Era como se uma tonelada tivesse caído sobre o meu corpo e todos os ossos de Liamzard tivessem sido triturados. — Não. O que você está fazendo comigo? Eu quero meu pai, pô. O que vocês fizeram com o meu pai? - berrei, ignorando os soluços que ainda surgiam causa da lágrima. Ignorei o pedido de calma dele. Eu não poderia ficar calmo, pô. Aquilo não era um filme de jogos mortais, não era uma brincadeira; era a vida real, pô. E, dela, nessa madrugada, eu era o protagonista. — Liam, o seu pai não está muito longe, mas para que você possa ficar bem, preciso de sua total colaboração. Agora, eu gostaria que você tentasse levantar um dos seus braços. - inspirei profundamente. Expirei. Minha respiração se tornava falha a medida que cada segundo se decorria. O velho médico me incentivava, como se eu realmente pudesse fazer alguma coisa. Fechei meus olhos. Me lembrei de quem eu era: Liamzard, pô. O cara mais foda de todos os tempos, pô. O cara que sabe fazer a melhor vitamina de banana de todas.

Após mais três mensagens de incentivo, me rendi. Não conseguia. Eu não conseguia fazer um movimento maior do que uma simples flexão nos meus próprios dedos da mão. Eu queria fugir dali. Queria ir para qualquer outro lugar, pô. Mas minhas pernas não me respondiam. Meus braços não eram sequer capazes de enxugar as lágrimas que inundavam o meu rosto. Me entreguei, de vez, as lágrimas. Nunca chorei tanto em minha vida. E nunca me senti tão... inútil. É, eu estava inútil, pô.

— Eu não consigo, pô. Eu não consigo! - minha voz saiu falha, mas eu tinha certeza que meu pai, aonde quer que estivesse naquela sala grande, me ouviria. — Pai, o que está acontecendo comigo? - e então o choro tomou conta da minha voz, e tudo o que o médico falava, entrava por um ouvido e saía pelo outro. Eu queria ir embora dali. — Liam, por favor, tente ficar calmo. Antes precisarei tirar uma tomografia de crânio, abdomen, coluna e pelve. Somente com esses resultados poderemos discutir melhor. - ele se afastou de mim, após se aproximar o suficiente do meu rosto para tentar transmitir confiança. Ele não era o meu pai. Ele não tinha poder algum sobre mim, pô. Meus olhos ardiam e eu sentia a fé sair da minha mente, mas sobretudo do meu corpo. Ele se afastou, mas não sem antes instruir o assistente ao seu lado: — Prepare-o para mais tarde, certo? - minha visão se escureceu totalmente. Liamzard, com medo. Com receio. Eu acho que o mundo mesmo era uma bolinha de gude, pô.

Eu tinha consciência de que as pessoas que eu amava estariam ali por mim. Mas confesso que a sensação de abandono não me largara; agora mais do que nunca, eu poderia falar: eu queria morrer, pô.


31/03 & 09:00 PM



citados gente demais + MÉDICO VÉIO NPC.
post 002.
vestindo ~.
notas SAUFIHAIFSAFASI, NÉ.


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Jane Starbish
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MensagemAssunto: Re: 31/03 - Domingo.   Sab Jun 02, 2012 5:16 am

Eu corria com os pés descalços pisando na grama fofa e verde, estava num parque e não tinha mais do que cinco anos de idade, uma garotinha ruiva de sorriso largo e de olhos verdes e brilhantes como esmeraldas. A imagem da pura inoscência de uma criança que vive em seu próprio mundo de brincadeiras, sem ter conhecimento dos problemas que a cercam. Uma mulher de cabelos loiro escuro e de olhos tão verdes quanto os meus, me acompanhava brincando e sorrindo junto comigo. Ela me pegou no colo e me rodopiou, e naquele momento seu rosto iluminado pela luz do sol e seu olhar terno, me fizeram sentir que em seus braços era o lugar mais seguro do mundo.

Se era um sonho ou uma doce lembrança? Um sonho com certeza. Apenas a reprodução de um daqueles comerciais de margarina que eu assistia e desejava me transportar para dentro da televisão, só para fazer parte daquela família perfeita que se reunia em volta da mesa. Mas o mundo dos sonhos é nosso, nele você pode se ver numa realidade bem melhor do que a que você vive quando acordado. E muitas vezes é nele que buscamos refúgio e forças para continuar, mas quando seu maior e melhor sonho é impossível e você sabe disso. Chega uma hora que ao invês de trazer conforto, eles te trazem tristeza.

Senti algo roçando em meu rosto e um cheiro de galinheiro em meu nariz, abri os olhos e pouco a pouco uma coruja foi entrando em foco. O que você faria se ao acordar se deparasse com aqueles olhões amarelos te encarando? Não sei você, mas eu dei um pulo assustada e caí da cama. - Ai... - ainda no chão sentei e estiquei os braços sobre a cama pra pegar o pedaço de papel que a ave trazia. Li e reli várias vezes sem conseguir acreditar no que o bilhete dizia. Como assim Liam tinha tentado se matar!? Sem perder muito tempo pensando - porque esse não é meu forte - peguei a primeira roupa que vi ao abrir o baú, e disparei pro banheiro. Quinze minutos depois eu passava correndo pelo quadro da Mulher Gorda.

Cheguei no hospital e nem precisei procurar muito, avistei os cabelos vermelhos da Tsu de longe e quando me aproximei vi também Kelly, Anders e um cara fortão que eu não conhecia. Mas antes que eu pudesse falar ou ouvir algo a movimentação numa sala próxima me chamou a atenção e com alguns passos parei diante do vidro. Liam estava lá, deitado numa maca sendo examinado por um médico, enquanto chorava desesperadamente. Acompanhei estática os médicos tocando-o em várias partes do seu corpo sem obter resposta e gelei. Parecia a cena de uma filme que eu tinha assistido, um que a garota lutadora de boxe fraturou o pescoço e ficou tetraplégica. Mas será?...

Não, não podia ser. Aquilo não podia acontecer com alguém tão legal quanto o Mister Bíceps, ele não merecia um castigo desses. E ele gostava tanto de malhar, era goleiro e capitão do time de quadribol...eu tentava me convencer do contrário mas a reação dos médicos á cada resposta - ou falta delas - do Liam era preocupante. Eu não queria que nada de mal acontecesse ao Mister Bíceps, não queria mesmo, eu podia xingar e brigar com ele de vez em quando mas eu gostava dele "pô". Gostava até quando me chamava de algodão-doce ou quando me enchia o saco cutucando meus piercings, chamando eles de pregos. - Pai, o que está acontecendo comigo? - o voz dele ecoou pra fora da sala e não consegui me segurar, deixei escapar um soluço seguido de um choro pesaroso. Meus olhos então encontraram os de Sophie e fui até ela. Meu olhar tentando passar algum conforto, ou esperança de que eu estivesse errada, mas tudo o que consegui foi balançar a cabeça num sinal negativo e a abracei sem nada dizer.[/i]
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