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 04/04 ~ Quinta

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AutorMensagem
Charlotte Campbell Weiss
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Mensagens : 4543
Data de inscrição : 26/08/2011
Localização : Nômade -q

MensagemAssunto: 04/04 ~ Quinta   Qua Jun 06, 2012 12:39 am

Veja bem o que as ironias da vida fazem com você.

Era a segunda vez, em menos de uma semana, que eu visitava o St. Mungus. Uma por acidente, outra por vontade própria – acredite se quiser. E, mesmo que eu desejasse sair dali o quanto antes, com medo de algum medibruxo – leia-se Philip Wesker – ver-me, confundir-me com algum dos pacientes e mandar-me de volta para aquele quarto medonho de tão branco, eu, por mais estranho que seja, estava feliz por estar sob um teto hospitalar agora. Precisava ver o Liamzard naquele mesmo instante, para pedir-lhe minhas mais sinceras desculpas por ter sido egoísta quando na verdade deveria ser amiga. Pus o meu trauma diante da minha amizade com o corvino, e me torturo por ter deixado isso acontecer, pois sei que o medo – por mais forte que seja – não pode cegar minha irmandade com ele. Somos os irmãos zard’s, pô. E se um zard está passando por uma situação difícil, é um dever que o seu parceiro zard tem de apoiá-lo. Mas quando Liam precisou de todos que ama perto dele, eu não estava lá.

Fui covarde, pô. Estava com medo de esbarrar no Wesker novamente e ouvir sua risada maléfica que ecoa em meus pensamentos até agora. Não só ele como todos os outros medibruxos dali, pois estava mais do que ciente de que qualquer “profissional” no St. Mungus tinha um parafuso a menos. Estou falando tão sério, que começo a cogitar a hipótese de fugir com o meu Liamzard dali... Sabe Rowena o que estavam fazendo com ele agora. Pensar nisso me fez estremecer levemente, enquanto caminhava silenciosamente pelo corredor do andar Térreo, em direção à emergência. Vez em quando olhava em volta, para ver se enxergava algum funcionário, então decidi caminhar mais rápido em direção ao quarto onde meu maninho de coração estava “hospedado”. Estava ansiosa para vê-lo – e ansiosa pra sair daquela área onde circulavam aqueles maníacos de branco.

Quando cheguei diante da sala de emergência, empurrei a porta com cuidado para não fazer barulho e coloquei meu rosto para dentro do quarto, avaliando-o de ponta a ponta antes de confirmar que não havia nenhum medibruxo ali dentro. Suspirei aliviada e adentrei o recinto com convicção.

Meus olhos fixaram-se em Liam conforme eu rodeava sua cama para ficar mais próxima dele. Não sabia muito bem qual era seu estado agora, mas seja lá o que fosse, dessa vez eu estaria ali. – Liamzard... – Chamei-o de maneira mansa, e foi impossível não rir um pouco ao lembrar-me do quão éramos chegados no primeiro ano em Hogwarts. Chegados de um jeito que só os zard’s seriam, entende? Da maneira mais divertida e louca possível, ele chegara a ser meu melhor amigo durante muitos anos. Uma vez que ele fazíamos parte da mesma casa e do mesmo time de Quadribol, era impossível não se apegar à alguém tão cheio de vida. Posso confirmar, com todas as letras, que ele só cresceu no tamanho. Parece que foi ontem que dividíamos a mesma cabine no Expresso de Hogwarts e conversávamos sobre coisas bobas. Nossas discussões, na maioria das vezes, partiam de diferença de opiniões. Quem venceria uma luta: Chuck Norris ou Jet Lee? Não pergunte isso a nós se não quiser ver violência gratuita. Ficávamos horas e horas argumentando nossas opiniões, enquanto comíamos doces de todos os tipos.

Agora, me diga: Há como não adorar esse cara?

Sorri docemente e tomei uma de suas mãos as minhas. – Hey, ursão – Esse era outro apelido do qual eu o chamava, porque Liam realmente parecia um urso de tão grande e fofo – Me desculpa por não te visitar antes... Espero que não esteja com raiva de mim. – Mordi meu lábio inferior, forçando-me a continuar – Você vai ficar bem, ok? Você tem que lutar... Como seu pai faria. Como Chuck Norris faria! – Tentei rir, sem sucesso. – Por favor, eu sinto tanto a sua falta... – Meus olhos encheram-se d’água, mas continuei falando sem parar. Não permitia-me ficar calada agora. – Tudo só depende de você, Liamzard – Apertei sua mão, sem muita força – Você não pode deixar isso te vencer. É a pessoa mais forte que eu conheço... Então lute. Seja um dragão zard – Algumas lágrimas escaparam dos meus olhos, seguido de um soluço – Você sabe que eu te amo, brô. Muito mesmo, ok? – Não sabia se ele iria responder ou não, mas senti necessidade de falar isso com todas as letras. Levei uma das minhas mãos aos olhos e enxuguei as lágrimas, antes de me curvar novamente na sua direção. – E tudo vai voltar a ser o que era antes, eu prometo.


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Liam Hilton
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Mensagens : 2455
Data de inscrição : 04/07/2011

MensagemAssunto: Re: 04/04 ~ Quinta   Qua Jun 06, 2012 8:57 pm


But you can say, baby... Baby, can I hold you tonight?


- Que dia é hoje, pô? - perguntei a enfermeira que entrara no quarto, com um sorriso plácido no rosto. Às vezes, percebia que as pessoas sentiam-se obrigadas a sorrir para mim, para tentar disfarçar o desconcerto quando me viam deitado, praticamente inválido, naquela cama. Nunca senti tanta falta de Hogwarts, pô. Na verdade, sempre gostei de lá. Mas agora, mais do que nunca, era um saudosista das professores, das aulas, dos berros da treinadora Georgia e sobretudo dos meus amigos; dos melhores amigos de todos os tempos, pô. Preferia que eles não me visitassem. Quero dizer, talvez eu não esteja sendo claro. Queria muito poder estar ao lado deles – ou vice-versa, pô! -, porém não desejava que nenhum deles parassem os seus afazeres para estar comigo. A enfermeira pousou a bandeja de café ao lado, numa mesinha, e direcionou o seu olhar sereno para mim. - Quinta-feira, senhor Hilton. - ela parecera achar o meu questionamento divertido, deixando que uma risada breve escapasse da boca. Eu não entendi, pô. Por quê aquilo era cômico? Talvez ela esperasse que eu estivesse contando ou algo assim. A impressão que tenho é que os dias naquele hospital duram o dobro. Sim, pô. O dobro de 24... hm, você sabe. E eu não preciso dizer. Não que eu não saiba contar, só estou indisposto para falar uma obviedade desta. O silêncio fora irrompido com uma risada inevitável e espontânea. Na verdade, eu não estava rindo disso. - Às vezes, vocês me fazem sentir como se eu estivesse em Hogwarts, pô. Tipo, sério! Muito mesmo! Só lá me chamam de senhor. - pontuei, deixando que a risada se desfizesse naturalmente. Resgatar todas aquelas memórias doía muito, especialmente por não ter muitas perspectivas de como minha vida seria dali para frente; não sabia, por exemplo, por quanto tempo permaneceria, imóvel, naquela cama. - E isso não deixa de ser estranho. Quero dizer, meu pai diz que o único senhor está no céu. Se você me chama de senhor, automaticamente está me chamando de deus, pô. - acrescentei. A enfermeira Anne gargalhou tanto, mas tanto, que por pouco não ficara sufocada. E 'tô falando sério, pô.

Enquanto ela me servia o meu café da manhã, refletia sobre a minha condição atual. De certa forma, me sinto, de novo, como uma criança. Não posso negar: sempre quis ser mimado. Principalmente por uma mulher, pô. Digo... não tive regalias quando era pequeno, já que minha mãe nunca se importou muito. Na teoria, ela dividia as tarefas com o meu pai, mas apenas me recordo dos momentos que passei com ele; e, mesmo assim, não sei se posso afirmar que, por ele, fui amimado excessivamente. Meu pai é o cara mais foda de todos os tempos e acho que hoje consigo entender o que ele queria que eu inferisse quando dizia que me preparava para a vida; todos os ensinamentos e aprendizados que ele me passou foram essenciais para que Liamzard se construísse, por completo. Contudo, hoje, a história ganhava um outro ângulo. Dependia da boa vontade das pessoas a minha volta – e incluo meu pai aqui. Fora comigo que ele passara a maior parte de seu tempo na última semana. Me tratou como um rei, pô, desses que só vemos em filmes de gente ricassa. A enfermeira Anne também é assim. Muito preocupada e atenciosa, atende a quase todos os meus pedidos – e sabe adivinhar minhas vontades sem que eu precise expressar isso verbalmente; é, mesmo, como uma mãe, que conhece, melhor do que ninguém, o seu próprio filho. Receber comida na boca era apenas uma das coisas que resgatava os meus sonhos inocentes, a infância que sempre quis ter e nunca tive.

Depois de muita conversa, ela partiu. Meu pai estava dormindo. Tínhamos passado a noite, em claro, apesar das recomendações do doutor para que eu repousasse. Revimos as fotos do álbum de família. Ali constava muita coisa dele – e, pô, eu já disse como ele era a minha cara, quando mais jovem? -, minha – BABY LIAMZARD, RAAAAAWR -, e da minha mãe. Vovó nunca gostara de tirar fotos. Dizia que não era... hm... fotogênica. Mas, pô, posso falar? Ela tinha os olhos mais lindos de todos os tempos. Eram verdes como esmeraldas – e meu pai, afortunado pela genética, puxara um pouco dessa característica; digo, pô. Meu pai é completamente perfeito – o que me faz perfeito também, pô. Ele tem quarenta e cinco anos, e ninguém nunca acredita que ele está falando a verdade. Ri comigo mesmo, com todos aqueles pensamentos, enquanto olhava para o teto. Era a única visão que eu tinha quando estava solitário naquele quarto.

Uma voz familiar (e isso não é uma mensagem subliminar, pô) me acordou daquele transe, daquela realidade paralela. Dirigi o meu olhar até o canto aonde a voz tinha soado. Sorri com certa cautela. Em um primeiro momento, eu nem acreditei que fosse ela mesmo.

- HEEEEEEEEY-HO, CHARLIEZARD. - o meu grito excitado ecoou pelo quarto silencioso. Quando ela se aproximou, tive a certeza de que se tratava dela, sim! Eu não poderia estar mais feliz, pô. Charliezard era indescritível, inigualável. Na verdade, pô, uma irmã. Só não era melhor porque, claro, né, a gente ainda não morava juntos. Ainda. Porque mesmo que meu pai se recuse a adotá-la como filha-legítima-não-sendo-legítima, eu iria comprar uma casa, para que pudéssemos viver como dois bros. Digo, eu bro, ela sis. Notei que ela riu (talvez porque nunca tivesse imaginado me ver do jeito que eu estava?!), mas não dei muita relevância a isso. Ela estava do meu lado. Reparei em um movimento de seus braços (eu não sabia o quê ela estava fazendo exatamente). O sorriso em meu rosto se alargou ao ouvi-la me chamar por aquele apelido que eu tanto gostava. Ursão. Pô. É ou não é a coisa mais amável de todos os tempos, pô? Ela me pediu desculpas e tentei movimentar a minha cabeça, como se lhe dizesse que não ligava para aquilo.

- Tudo bem, pô. Eu entendo que deva ser realmente bem difícil sair de Hogwarts assim, do nada. Estou muito feliz que você esteja aqui Tipo, muito mesmo, pô. - eu mencionei que preferia que meus amigos não me vissem daquele jeito, no entanto, rever Charliezard depois de tanto tempo, me fizera indagar se o isolamento total seria um bom remédio para não me machucar (e não machucá-los), tanto quanto julguei outrora. Um sorriso embaraçado surgiu no canto do meu rosto, quando a escutei me comparar com Chuck Norris, com o meu pai. Eles eram mais fortes, pô. Eu só estava ali, aliás, porque era um covarde, um fraco. Sim, pô. Isso é difícil demais de admitir, mas encarar os fatos como eles verdadeiramente são, me tornam mais consciente da minha realidade. Respirei fundo com a imagem que tive diante dos meus olhos. Charliezard estava chorando por mim, pô. Como acontecera com meu pai, com Kelly, com Andie, com Sophie, com Algodão doce... Meus ouvidos captaram suas mensagens de incentivo, motivação. Fechei os olhos. Não queria chorar. Não podia, pô.

- Eu sei que não. - contrapus com a voz embargada de tristeza. As coisas não seriam as mesmas, eu sei. O tempo passava, pô. Os lugares se transformavam, as pessoas mudavam. Isso aconteceria com ela também, eu suponho. Provavelmente, comigo também. Mordisquei levemente o meu lábio inferior, me expressando, pelo meu corpo, da única forma cabível. Abri os olhos lentamente e encarei o rosto de Charliezard. - E você também sabe que não. Você está chorando, pô. - meus olhos estavam lacrimejados e a quantidade de lágrimas crescia, a medida que eu sentia que o meu estado despertava compaixão por sua parte. Ela havia se condenado por aquilo (como quase todos), e não, pô, definitivamente isso também não era uma mensagem subliminar. Tomei fôlego. Era como se alguma coisa estivesse impedindo que o ar enrasse e saísse do meu nariz. - O doutor Stweart disse que os resultados dos últimos exames que fiz sairão amanhã. Mas acho que já sei o que vai acontecer comigo... - suspirei e fechei os olhos novamente. A verdade era dura. E toda vez que pensava nela era como se uma estaca atravessasse o meu peito. Uma lágrima fugiu dos meus olhos. Me senti ainda mais péssimo. Nem sequer conseguia enxugá-la. A sensibilidade que eu tinha nas mãos era mínima. - Eu nunca mais vou conseguir mexer as minhas pernas. E talvez, nem os braços, pô. - me agarrei ao restante da força que movia minha fé. Não queria que o meu dragão zard mais foda de todos os tempos sentisse muito. Ela tinha a sua vida.[/b][/color] - Eu já assisti vários filmes sobre pessoas que sofreram o mesmo tipo de acidente e que perderam os movimentos. Na maioria das vezes, elas só serviram para ser uma história, uma lição de vida para outras pessoas... como eu, pô. - sorri de canto, conformado e desanimado. - É isso o que vai acontecer comigo, não é, Charliezard? Vou virar apenas uma história de quase superação, uma lição de vida, não é? - eu esperava que ela não mentisse. A mentira poderia ser muito mais cruel e mortal do que a própria verdade.



04/04 & 09:00 AM



citados doutor stweart + enfermeira anne (npc's), rick, charliezard & OUTROS.
post 001.
vestindo ~.
notas sei lá se gostei.


criado por Giulia @ Ops!
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